Justiça nega pedido do MP para revogar reajuste de tarifa principal em BH

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Ônibus em Belo Horizonte. Justiça nega suspensão do aumento nas tarifas de linhas principais.
Justiça nega pedido do MP para suspender reajuste da tarifa das linhas principais em BH
Tarifas de transportes suplementares voltaram aos valores antigos
ADAMO BAZANI – CBN
A juíza da 4ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte, Simonne Andrea Silva, negou nesta sexta-feira, dia 16 de janeiro de 2015, pedido em caráter liminar, feito pelo promotor Eduardo Nepomuceno, do Ministério Público Estadual de Minas Gerais, para revogar o aumento da passagem das linhas principais de ônibus que foi reajustada de R$ 2,85 para R$ 3,10 no último dia 29 de dezembro. Estas linhas correspondem a 80% do sistema municipal.
O promotor alegou que o aumento precisa ser revisto. O reajuste foi acima da inflação e no mesmo ano, em 2014, ocorreram dois aumentos, em abril e o último em dezembro, o que não é previsto pelo contrato.
A juíza, entretanto, não questionou o mérito do pedido e sim alegou que o promotor deixou de anexar na ação documentos e dados como a cópia do contrato entre as empresas de ônibus e a prefeitura, que o Ministério Público não indicou qual o índice de reajuste que considera ideal e, por fim, diferentemente do que alegou o promotor, não viu riscos de prejuízos aos passageiros se a tarifa fosse mantida nos atuais R$ 3,10.
O promotor rebateu. Quanto à cópia do contrato, Eduardo Nepomuceno afirmou que o documento é publico e está em outras ações. Sobre o índice que não foi apontado pelo Ministério Público, o promotor disse que não era esse o objetivo da ação: apontar o percentual correto, mas sim suspender o reajuste da tarifa para que seja determinado este percentual.
O promotor ainda acrescentou que se o MP entende que o reajuste deve ser revisto, então há prejuízo aos passageiros. O Ministério Público vai recorrer.
Na semana passada, desembargador Elias Camilo Sobrinho, atendendo ação de movimentos sociais, determinou a redução das tarifas de linhas suplementares.
Um consórcio de empresa de ônibus recorreu:

OPINIÃO: Outro estudo mostra que o principal vilão é o baixo rendimento dos brasileiros

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Ônibus em Curitiba, onde a proporção de tempo de trabalho para pagar uma passagem é menor que de outras capitais. Mais um estudo mostra que um dos grandes vilões nos custos dos transportes não são apenas os valores das tarifas, mas os baixos rendimentos do trabalhador brasileiro. Foto: Adamo Bazani
Mais um estudo mostra que o grande problema não é o valor das tarifas em si, mas o baixo rendimento do brasileiro
Levantamento anterior também revelou que os salários no Brasil são baixos em comparação a outros países cujo valor total das passagens é maior
ADAMO BAZANI – CBN
Com informações Folha de S.Paulo
Mais um estudo comprova que o grande problema em relação aos custos do transporte nos ganhos do trabalhador não é apenas o valor das passagens, mas os baixos rendimentos no Brasil.
Desta vez, o estudo foi elaborado pelos economistas Samy Dana e Leonardo Lima, da Fundação Getúlio Vargas – FGV, e pelo graduando em economia, Victor Cândido, da Universidade Federal de Viçosa.
O levantamento leva em consideração a renda média do brasileiro em cada capital com base nos dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2012, o mais recente.
Depois, após conversões na cotação atual pelo dólar, compara com o valor das tarifas e a renda salarial em outras capitais mundiais.
Os resultados são muito semelhantes a um estudo que levou em conta o salário-mínimo de 12 capitais no mundo e o valor das tarifas. Nas outras regiões do mundo, as tarifas são até mais altas que no Brasil, mas o peso nos rendimentos é bem menor porque os ganhos da classe trabalhadora são significativamente maiores.
O levantamento anterior pode ser conferido neste link:
A diferença é que neste estudo mais recente, os pesquisadores não levaram em consideração apenas o salário-mínimo, mas o rendimento médio. E em vez de calcularem o percentual sobre os salários, levaram em conta quantos minutos um trabalhador precisa para pagar a tarifa unitária.
Por exemplo, em São Paulo, o valor da passagem em dólares está em aproximadamente US$ 1,3. Em Londres, este valor é de US$ 4,4. Mas em São Paulo, o trabalhador precisa de 13,30 minutos para pagar a passagem enquanto em Londres, são necessários 11,30 minutos. Mas o rendimento médio do trabalhador em Londres é de US$ 2 mil mensais enquanto que em São Paulo é de apenas US$ 1 mil. Foi levado em consideração, para a comparação ser mais precisa, o padrão de 220 horas trabalhadas por mês.
BAIXA RENDA E AS DIFERENÇAS REGIONAIS:
O problema da baixa renda do Brasil é tão mais grave que o valor das tarifas pura e simplesmente que há diferenças entre cada capital no País.
Em Brasília, por exemplo, onde o salário do funcionalismo público influencia na média, são necessários apenas 6,50 minutos para pagar a tarifa de ônibus. Em Maceió, são necessários 15,5 minutos.
Vale ressaltar que as diferenças tarifárias entre as capitais são menores que as diferenças salariais.
CONFIRA A RELAÇÃO DE TEMPO NECESSÁRIO PARA PAGAR A TARIFA COM BASE NA RENDA DO TRABALHADOR (Principais Capitais Mundiais):
1) São Paulo: 13,30 minutos.
2) Rio de Janeiro: 13,20 minutos.
3) Londres: 11,30 minutos.
4) Lisboa: 10,00 minutos.
5) Santiago: 07,90 minutos.
6) Tóquio: 06,50 minutos.
7) Madri: 06,20 minutos.
8) Nova Iorque: 05,80 minutos.
9) Ottawa: 04,70 minutos.
10) Pequim: 04,50 minutos.
11) Paris: 04,50 minutos.
12) Buenos Aires: 02,60 minutos.
CONFIRA A RELAÇÃO DE TEMPO NECESSÁRIO PARA PAGAR A TARIFA DE ÔNIBUS COM BASE NA RENDA DO TRABALHADOR (Capitais Brasileiras):
1) Maceió (AL): 15,50 minutos.
2) Manaus (AM): 14,90 minutos.
3) Belo Horizonte (MG): 14,80 minutos.
4) Campo Grande (MS): 14,80 minutos.
5) Salvador (BA): 14,80 minutos.
6) Rio Branco (AC): 14,70 minutos.
7) Goiânia (GO): 14,70 minutos.
8) João Pessoa (PB): 14,60 minutos.
9) Boa Vista (RR): 14,20 minutos.
10) Aracaju (SE): 13,70 minutos.
11) Fortaleza (CE): 13,60 minutos.
12) São Paulo (SP): 13,30 minutos.
13) Rio de Janeiro (RJ): 13,20 minutos.
14) Natal (RN): 13,10 minutos.
15) Recife (PE): 13,10 minutos.
16) Teresina (PI): 13,00 minutos.
17) Cuiabá (MT): 13,00 minutos.
18) São Luís (MA): 13,00 minutos.
19) Porto Alegre (RS): 12,40 minutos.
20) Curitiba (PR): 12,40 minutos.
21) Porto Velho (RO): 11,80 minutos.
22) Belém (PA): 11,50 minutos.
23) Palmas (TO): 10,20 minutos.
24) Macapá (AP): 09,80 minutos.
25) Vitória (ES): 09,80 minutos.
26) Florianópolis (SC): 09,80 minutos.
27) Brasília (DF): 06,50 minutos.
ÓBVIOS:
É claro que algumas questões óbvias não devem ser deixadas de lado.
A primeira delas é que ninguém está falando que no Brasil o transporte é barato. População que sente na pele, gestores públicos, estudiosos, imprensa e empresários sabem disso.
Outra é que a qualidade do transporte no Brasil ainda está aquém dos serviços oferecidos em diversas capitais mundiais e na relação custo/benefício, as passagens nas cidades brasileiras são caras.
Além disso, é importante destacar que, mesmo em valores absolutos algumas tarifas no mundo sendo mais caras, não pesam também tanto no bolso do trabalhador porque em boa parte da Europa e mesmo das Américas, o transporte público é subsidiado pelo Estado. Ninguém se espanta, diferentemente no Brasil, em saber que as tarifas são pagas em até 50% com recursos de impostos. No Brasil, quando há subsídio, é em média de 15% do valor da passagem e mais precisamente para bancar gratuidades ou algumas integrações e não para baixar o valor das tarifas.
Nestes países, onde o trabalhador precisa de menos tempo para pagar as tarifas, o retorno financeiro das empresas transportadoras, sejam públicas ou privadas, varia entre 5% e 15%. Ou seja, não é o lucro da viação o grande problema.
Para que o trabalhador ganhe mais, é necessário fazer a economia crescer. Para isso, estimular o setor produtivo é fundamental, com desonerações inteligentes também. Políticas sociais são importantes, mas como medidas emergenciais, não como ações permanentes que mais rendem votos e popularidade que uma base sólida para crescimento.
Outro ponto: ninguém está tirando a legitimidade de o brasileiro reivindicar tarifas menores. Realmente os valores são altos para a renda e pela qualidade dos serviços. Mas não está na hora de as reivindicações serem mais maduras e mais abrangentes? Deixar de focar nos centavos das passagens e reivindicar uma renda mais digna para o brasileiro que o garanta a oportunidade de se deslocar sem ter os ganhos reduzidos de forma significativa?
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Com dados de Folha de S.Paulo

BRT Transcarioca terá serviço Expresso aos domingos


A partir deste Domingo terá BRT Transcarioca Expresso Fundão - Alvorada
Depois de muita gente reclamar a falta de um BRT expresso na Transcarioca aos domingos, finalmente o caos de viajar no BRT Parador aos domingos será amenizado.
Quem for a praia neste domingo deve ficar atento que este BRT não para na estação de Madureira em baixo do viaduto, e sim, só faz parada na estação em cima do viaduto de Madureira, além das estações Campinho e Mercadão de Madureira.
Lembrando que todo passageiro que vai para a praia aos sábados e domingos e feriados, também pode pegar o BRT Semi direto que vem do Galeão e para em cima do viaduto de Madureira e depois só vai para na Alvorada em 35 minutos de viagem.
A estação do BRT em frente ao Tem Tudo e debaixo do viaduto continua com o serviço Parador Alvorada aos domingos e feriados.

Expresso Pégaso recebe BRT super articulado

A Expresso Pégaso recebeu no início deste ano a nova aquisição para o sistema BRT: o novo modelo Neobus Mega BRT super articulado montado sobre os chassis Mercedes Benz O-500 MDA, equipados com sistema de freios EBS, tecnologia Blue Tec 5 medindo 23 metros de comprimento.






Auto Viação Bangu cria serviço variante para Coelho Neto

Ontem 5 de janeiro a Auto Viação Bangu criou um serviço variante da linha 936 (Campo Grande - Fundão) para o bairro de Coelho Neto para concorrer com as linhas 398, 770 e 771 da Expresso Pégaso e a 790 da Viação Andorinha.

Decreto municipal dá 'refresco' na exigência de ar condicionado em ônibus até 2016

POR 

Sufoco. Passageiro usa toalha para enxugar o suor durante viagem de ônibus: só 28% da frota têm ar-condicionado - Cezar Loureiro / Cezar Loureiro
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RIO - O prefeito Eduardo Paes publicou na sexta-feira, no Diário Oficial, decreto formalizando o aumento da tarifa de ônibus municipais de R$ 3 para R$ 3,40, que começa a valer a partir de hoje. A passagem subiu para cobrir, entre outros custos, o pagamento das gratuidades e a instalação de ar-condicionado na frota. Mas, ao contrário do decreto que concedeu o reajuste do ano passado, desta vez o texto dá um “refresco” ao não deixar explícita a exigência de que toda a frota deve estar refrigerada até 2016. No novo decreto, a prefeitura apenas determina que 50% das viagens deverão ser feitas em ônibus com ar-condicionado até o final deste ano.
MP ABRE INQUÉRITO
Na sexta-feira, o promotor de Justiça Rodrigo Terra abriu inquérito para investigar o reajuste de 13,3% dado pela prefeitura, o maior dos últimos dez anos.
— É um precedente perigoso e retoma uma velha prática em que a população fica vítima de reajustes sem segurança contratual — argumentou Terra ao site G1.
Por nota, a prefeitura respondeu que, só na semana que vem, vai apresentar uma resolução explicando por que alterou o texto do decreto e adotou o critério de “viagens” no lugar de “frota”. Na mesma resolução, a Secretaria municipal de Transportes informou que estabelecerá prazos e quantitativo de ônibus para a ampliação da frota com ar-condicionado nos próximos anos. O comunicado volta a bater na tecla de que o reajuste da tarifa modal do Bilhete Único Carioca (BUC) “seguiu os critérios estabelecidos pelo Poder Executivo, fixados contratualmente”. O texto segue dizendo que “o cálculo utiliza valores segundo fonte da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”.
Há algum tempo, a prefeitura vem tentado um acordo com empresários para ter toda a frota de ônibus com ar-condicionado. Atualmente, segundo o Rio Ônibus, 28% da frota de 9.046 dispõem de refrigeração.
Na sexta, o prefeito Eduardo Paes disse que não comentaria mais o assunto. Na última quinta-feira, Paes havia dito que “não existe almoço grátis” ao comentar o aumento concedido. E afirmou que, ainda assim, não poderia garantir que todos os ônibus estarão circulando com ar-condicionado até 2016. Em 30 de janeiro de 2014, ele havia assinado um decreto estabelecendo a obrigatoriedade.
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EMPRESAS PROMETEM INVESTIR
O Rio Ônibus se manifestou por nota, dizendo que as empresas deverão investir R$ 550 milhões em melhorias no sistema este ano, totalizando R$ 1 bilhão no biênio 2014-2015. Também informou que mais mil novos veículos com ar-condicionado serão colocados nas ruas em 2015. “É importante lembrar que não é possível adaptar a frota antiga, devendo ser feita a instalação na fábrica antes da compra”, diz o texto. A Rio Ônibus alega ainda que a quantidade de ônibus com ar-condicionado já cresceu 55% em relação à de dezembro de 2013.
O vereador Paulo Pinheiro (PSOL) disse que pedirá ao Tribunal de Contas do Município esclarecimentos sobre a base de cálculo do aumento dos ônibus.:
— A CPI proposta no ano passado tinha como objetivo abrir a caixa preta dos ônibus.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/decreto-municipal-da-refresco-na-exigencia-de-ar-condicionado-em-onibus-ate-2016-14958528#ixzz3NmT3vDM2 
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Feliz 2015

Chegamos ao ano de 2015, para abrir faremos nossa primeira postagem do ano com um especial com o BRT Transcarioca e a empresa Reitur Turismo. O portal Bus Elite deseja a todos feliz ano novo e que as bênçãos do nosso Deus sejam derramadas em nossas vidas.