Greve de ônibus em Curitiba e região: transportes devem voltar nesta terça-feira

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

greve ônibus Curitiba
Ônibus não saíram das garagens no primeiro dia de paralisação. Frota deve voltar a circular nesta terça-feira. Foto: Reprodução RPC-TV.
Greve de ônibus em Curitiba e Região: transportes devem voltar nesta terça-feira
Reunião de conciliação nesta segunda-feira terminou com propostas do Ministério Público do Trabalho para que empresas, prefeitura de Curitiba e Governo do Estado do Paraná apresentem plano de pagamento dos salários e direitos trabalhistas atrasados
ADAMO BAZANI – CBN
A greve de motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba de mais 13 cidades que compõem a RIT – Rede Integrada de Transporte deve ser suspensa, mesmo que parcialmente, nesta terça-feira, dia 27 de janeiro de 2015. A movimentação grevista, no entanto, não foi encerrada.
O desembargador Luiz Eduardo Gunther determinou que 70% da frota do transporte coletivo deve voltar a operar a partir de zero hora desta terça-feira em horário de pico e 50% nos demais horários.
A reunião de conciliação entre representantes do Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Setransp – Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana, Urbs – Urbanização de Curitiba S.A. – gerenciadora municipal do sistema e Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba- do governo do estado, terminou nesta segunda-feira, dia 26, com propostas apresentadas pelo procurador André Lacerda, do Ministério Público do Trabalho.
As propostas foram aceitas pelo desembargador Luiz Eduardo Gunther do TRT – Tribunal Regional do Trabalho, que intermediou o encontro.
André Lacerda propôs que a Urbs, a Comec e as empresas de ônibus apresentem até às 14h30 desta terça-feira, dia 27 de janeiro, um plano concreto para o pagamento dos adiantamentos nos salários que não foram depositados nas contas dos trabalhadores.
O procurador ainda sugeriu, mediante às outras propostas para garantir os pagamentos, que os ônibus voltem a circula nesta teça-feira em Curitiba e Região Metropolitana.
Sobre a punição aos sindicatos dos trabalhadores e das empresas de ônibus pelo não cumprimento da frota mínima determinada pela Justiça, o procurador sugeriu que o assunto seja discutido em outra audiência marcada para às 14h30 desta terça-feira.
Aproximadamente 2,2 milhões de passageiros foram afetados no primeiro dia de paralisação.
A frota mínima de 70% das 5h às 9 h e das 17h às 20h e de 50% nos demais horários não foi cumprida. A determinação para que estes percentuais fossem cumpridos é de sábado, dia 24 de janeiro, quando o desembargador Benedito Xavier da Silva, do Tribunal Regional do Trabalho – TRT,atendeu pedido de liminar da Urbs. A multa inicial pelo descumprimento foi de R$ 50 mil ao Setransp e Sindimoc. No entanto, pela manhã desta segunda-feira, o juiz aumentou o valor para R$ 300 mil já que pouquíssimos ônibus foram colocados em circulação.
Os motoristas e cobradores reclamam do não pagamento de 40% dos salários que são referentes aos adiantamentos, os chamados “vales”, previstos em acordo trabalhista, da não realização dos depósitos por parte das empresas de R$ 48,30 relativos à Assistência Médica Ambulatorial, uma espécie de plano de saúde gerenciado pelo Sindimoc.
Procedimentos como exames e consultas com especialistas foram suspensos.
As empresas de ônibus alegam que estão sem recursos porque não receberam os repasses dos subsídios das integrações e parte do dinheiro por passageiro transportado.
Há um verdadeiro impasse não apenas técnico, mas político, entre governo do estado do Paraná e a prefeitura de Curitiba sobre os repasses de subsídios principalmente para custear as integrações entre as linhas municipais e as metropolitanas da RIT.
Na audiência, diretor de transporte da Comec, André Fialho, admitiu a dívida de R$ 15,8 milhões com a Urbs. Ele disse que Secretaria Estadual da Fazenda estuda a forma de pagamento. Mas a Comec diz que os subsídios para esta integração devem ser menores porque os custos das linhas metropolitanas são inferiores aos que os anunciados pela Urbs.
O advogado da Comec, Raul Siqueira, afirmou na mesma audiência que deve ser realizada uma reunião entre a Casa Civil e Secretaria Estadual da Fazenda para definir forma de pagamento da dívida. De acordo com a Comec, há intenção de parcelar o valor da dívida em sete vezes.
O presidente da Urbs, Roberto Gregório, disse que a dívida da Comec é de R$ 16,5 milhões e não de R$ 15,8 milhões.
No início da audiência, presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, disse que há mais de 30 anos é pago o adiantamento ou o “vale” sobre os salários. Os depósitos entre R$ 10 e R$ 18 foram considerados “afronta” pelos trabalhadores, que dizem também que há atrasos nos pagamentos de férias e do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
O presidente do Setransp, Maurício Gulin, disse que estado e prefeitura devem R$ 18,7 milhões. Ele afirmou ainda que as empresas tiveram de recorrer a empréstimos bancários para pagarem o 13º salário dos funcionários referente ao ano passado e que algumas companhias de ônibus estão com dívidas também com fornecedores de auto-peças, óleo diesel, carrocerias, chassis, pneus, lubrificantes e outros insumos.
IMPASSE ENTRE GOVERNO DO ESTADO E PREFEITURA DE CURITIBA:
A situação do transporte de Curitiba e Região Metropolitana, considerado um dos modelos de mobilidade usados como exemplo até por outros países, é delicada do ponto de vista financeiro.
E os motivos são questões políticas entre prefeitura de Curitiba e governo do Estado do Paraná.
A Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, órgão do Governo do Estado, anunciou neste ano que vai reduzir o valor dos subsídios para os ônibus metropolitanos que têm origem nas outras cidades e que se integram com os municipais da capital Curitiba. O valor, de acordo com a Comec, passaria de R$ 7,5 milhões para R$ 2,3 milhões por mês. É um subsídio para manter as integrações gratuitas entre os ônibus municipais e metropolitanos.
A Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., que é um órgão municipal, diz que o valor é insuficiente e que o corte é arbitrário. A autarquia, que era responsável por gerenciar o sistema integrado dos 14 municípios que formam a RIT, anunciou nesta sexta-feira, dia 23 de janeiro, que a partir de agora só vai cuidar das finanças do transporte municipal de Curitiba. Até então, a Comec, do governo do estado, repassava as verbas para a Urbs, da prefeitura, que por sua vez pagava às empresas de ônibus a complementação dos recursos.
Para reduzir o valor, a Comec se baseia numa pesquisa de origem e destino feita pela Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP – Universidade de São Paulo.
O estudo, segundo o governo do estado, constatou que a integração com os ônibus metropolitanos representa 27,82% dos custos da RIT e não quase 40% como alega a Urbs. Ainda de acordo com a pesquisa de origem e destino da Fipe, a demanda de passageiros oriundos da região metropolitana é de 31,2% enquanto a Urbs calculava este número em 21,7%. Assim, pela lógica do governo do estado, se os ônibus metropolitanos representam menos custos no sistema e transportam mais, então eles não são deficitários ou apresentam um déficit menor, necessitando de um subsídio menor também.
A Urbs contesta os números e critica a metodologia da Fipe que levou em consideração os custos e entradas de receitas no sistema, além de mapear a demanda. A Urbs leva em conta os dados apurados nas catracas dos terminais, estações-tubo e ônibus.
De acordo com fontes ligadas à política no Paraná, este dado da Fipe não é muito diferente do estimado pelas próprias empresas de ônibus há cerca de 10 anos.
Ocorre, ainda segundo estes profissionais, que indiretamente os ônibus metropolitanos subsidiavam os deslocamentos municipais. Isso ocorreu na época do prefeito Luciano Ducci, do PSDB, cuja gestão foi uma continuidade do mandato de Beto Richa, do mesmo partido e que foi eleito e recentemente reeleito governador do estado do Paraná.
À frente da prefeitura está desde 1º de janeiro de 2013, Gustavo Fruet, do PDT.
Mirando as eleições municipais de 2016, Richa pensa em se fortalecer na capital apoiando uma possível candidatura de Ratinho Júnior, do PSC, aliado e secretário do Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná.
A postura do governo do estado seria no sentido de criar uma situação negativa para a gestão de Fruet o que pode ser usado numa eventual campanha.
O governo do estado nega motivações políticas e diz que a decisão de reduzir os subsídios foi extremamente técnica com base na pesquisa de origem e destino da Fipe e que não houve esta redução na época de Luciano Ducci porque até então não foi realizado nenhum levantamento semelhante.
A prefeitura de Curitiba não comentou a questão política, mas critica a postura do estado e a pesquisa da Fipe. A administração municipal ainda acrescenta afirmando que parte deste impasse poderia ser evitada caso o governo estadual realizasse a licitação das linhas metropolitanas conforme prometido para 2013. Na visão da prefeitura, a licitação deixaria o sistema da RIT mais racional e moderno.
As empresas metropolitanas operam com contratos antigos, muitos deles firmados na época do DER – PR – Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná que hoje não têm mais função de gerenciar os transportes metropolitanos.
A integração tarifária na RIT foi implantada gradativamente desde 1996. A última cidade a implantar foi Fazenda Rio Grande, em 2000. Em 2012, Bocaiúva do Sul, que tinha integração desde 1997, passou a ter tarifa unificada com a RIT. Antes da unificação, os passageiros que iam de Bocaiúva do Sul para Curitiba pagavam mais caro. E na volta, de Curitiba para Bocaiúva do Sul, a tarifa era menor, a mesma da RIT.
Confira quando foram implantadas as integrações tarifárias entre a capital Curitiba e 13 cidades da região metropolitana:
05/04/1996: Almirante Tamandaré
11/05/1996: Pinhais
17/07/1996: São José dos Pinhais
20/07/1996: Araucária
20/07/1996: Contenda
21/09/1996: Colombo
06/03/1997: Campo Magro
12/04/1997: Campo Largo
01/07/1997: Bocaiúva do Sul
19/04/1998: Rio Branco do Sul
19/04/1998: Itaperuçu
01/07/1999: Piraquara
02/09/2000: Fazenda Rio Grande
A RIT foi criada inicialmente no município de Curitiba nos anos de 1980. Em 1986, a Urbs passou a gerenciar o sistema de transportes Curitiba.
As empresas que hoje operam a RIT são:
As empresas operadoras são:
Auto Viação Marechal Ltda
Transporte Coletivo Glória Ltda
Auto Viação Nossa Senhora da Luz
Empresa Cristo Rei Ltda
Auto Viação Nossa Senhora do Carmo Ltda
Viação Cidade Sorriso Ltda
Auto Viação Redentor Ltda
Auto Viação Mercês
Viação Tamandaré
Expresso Azul Ltda
Auto Viação Santo Antônio
Araucária Transporte Coletivo Ltda
Empresa de Ônibus Campo Largo Ltda
Leblon Transporte de Passageiros Ltda
Viação Nobel
Auto Viação São José dos Pinhais
Empresa de Ônibus São Brás Ltda
Viação Colombo Ltda
Empresa Antonina
Viação Graciosa Ltda
Viação Marambi Ltda
Viação Piraquara Ltda
Reunidas S/A Transportes Coletivos
Uma das empresas do sistema, a Auto Viação São José dos Pinhais, emitiu uma nota dizendo que todos os pagamentos foram feitos e classificou como “intempestiva” a ação de alguns integrantes do Sindimoc em impedir a circulação dos veículos. Confira na íntegra:
A Auto Viação São José dos Pinhais Ltda, empresa estabelecida neste município desde o ano de 1971, vem através desta esclarecer de forma clara o objetiva aos usuários do transporte público urbano e metropolitano da Cidade de São Jose dos Pinhais e a toda sociedade os fatos que estão ocorrendo como se segue:
1- a Viação opera duas garagens distintas com contratos distintos, sendo a Matriz em São José (Matriz) e uma Filial em Curitiba;
2- todas as obrigações trabalhistas da Matriz foram devidamente quitadas em dia com os motoristas e cobradores;
3- o valor do adiantamento salarial foi pago no teto máximo estabelecido pela convenção coletiva de trabalho – que é de até 40% sobre o salário base;
4- toda a equipe operacional está 100% comprometida para que a operação no dia 26/01 ocorra de forma normal;
5- de forma intempestiva e usando recursos desproporcionais, alguns agentes do sindicato dos empregados (Sindimoc – incluindo pessoas de outras localidades), bloquearam a saída de todos os veículos da empresa;
6- no período próximo ao almoço alguns veículos urbanos conseguiram operar, porém esses também foram bloqueados de forma truculenta nos terminais (Terminal Afonso Pena /Terminal Central) pelos agentes do sindicato dos empregados;
7- todas as medidas judiciais cabíveis já foram tomadas para que a normalidade retorne o quanto antes nas operações da MATRIZ (sistema Urbano da cidade de São Jose e Metropolitano);
8- a partir das 17h foi iniciada uma reunião no TRT-Pr para a tentativa de resolução da situação da RIT (Rede Integrada de Transporte), porém apenas a FILIAL da AV. São José (que opera em Curitiba) possui frota 100% integrada ao sistema RIT URBS/COMEC.
Esperamos que os entes envolvidos na resolução dessa situação atuem de forma rápida a fim de que possamos o mais breve possível reestabelecer a prestação de nossos serviços na cidade de São José dos Pinhais. Documentação comprobatória sobre os fatos acima relatados estarão disponíveis para consulta.
Att
Diretoria AV. São José
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Justiça determina frota mínima para greve de ônibus em Curitiba e região

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

Greve Curitiba
Ônibus em Curitiba e Região Metropolitana circularam no fim de semana com adesivos de protesto contra não pagamento do “vale” do mês. Justiça trabalhista determina frota mínima de 70% dos ônibus em caso de greve dos motoristas e cobradores. Problemas financeiros no sistema de transporte que é considerado modelo de mobilidade urbana são frutos de impasse entre governo do estado e prefeitura de Curitiba que podem ter motivação política. Foto: Divulgação Sindimoc.
Justiça determina frota mínima em Curitiba em região metropolitana em caso de greve
Trabalhadores dizem que não receberam adiantamento de salários conforme previsto nos contratos. Impasse entre prefeitura de Curitiba e governo do estado do Paraná continua e pode ser fruto de motivações políticas
ADAMO BAZANI – CBN
A justiça trabalhista determinou que seja colocada uma frota mínima de 70% dos veículos de escala das 5h às 9h e das 17 h às 20 h em caso de greve de motoristas e cobradores de ônibus em Curitiba Região Metropolitana nesta segunda-feira, dia 26 de janeiro de 2015. Nos demais horários, de acordo com determinação do Tribunal Regional do Trabalho atendendo à liminar da prefeitura de Curitiba, a frota deve ser de 50% dos veículos.
A greve de ônibus em Curitiba e Região Metropolitana foi decidida, segundo o sindicato que representa os trabalhadores, pelo não pagamento do adiantamento salarial previsto em contrato, o chamado “vale”.
O Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana alega que aproximadamente 80% das empresas de ônibus não realizaram o pagamento.
Como forma de protesto, o Sindimoc confeccionou adesivos que foram afixados em alguns ônibus com a seguinte frase: “Veículo dirigido por trabalhador sem pagamento”.
Atualmente o salário de um motorista de ônibus em Curitiba e Região é de R$ 1814,94 e de um cobrador é de R$ 1028,11.
Devem ser afetados aproximadamente 2 milhões de passageiros que usam diariamente os ônibus municipais e metropolitanos das linhas da RIT – Rede Integrada de Transporte. A RIT abrange os seguintes municípios: Curitiba, Almirante Tamandaré, Pinhais, São José dos Pinhais, Araucária, Contenda, Colombo, Campo Magro, Campo Largo, Bocaiúva do Sul, Itaperuçu, Rio Branco do Sul, Piraquara, Fazenda Rio Grande.
As viações pelo Setransp – Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana alegam que não realizaram o pagamento porque estão sem recursos. Segundo o Setransp, a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., gerenciadora da RIT, não realizou os repasses de verbas previstas em acordo com o poder público e que muitas empresas estão dependendo apenas das passagens pagas em dinheiro pelo usuário. A forma de pagamento é minoria no sistema.
IMPASSE ENTRE GOVERNO DO ESTADO E PREFEITURA DE CURITIBA CONTINUA:
A situação do transporte de Curitiba e Região Metropolitana, considerado um dos modelos de mobilidade usados como exemplo até por outros países, é delicada do ponto de vista financeiro.
E os motivos são questões políticas entre prefeitura de Curitiba e governo do Estado do Paraná.
A Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, órgão do Governo do Estado, anunciou neste ano que vai reduzir o valor dos subsídios para os ônibus metropolitanos que têm origem nas outras cidades e que se integram com os municipais da capital Curitiba. O valor, de acordo com a Comec, passaria de R$ 7,5 milhões para R$ 2,3 milhões por mês. É um subsídio para manter as integrações gratuitas entre os ônibus municipais e metropolitanos.
A Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., que é um órgão municipal, diz que o valor é insuficiente e que o corte é arbitrário. A autarquia, que era responsável por gerenciar o sistema integrado dos 14 municípios que formam a RIT, anunciou nesta sexta-feira, dia 23 de janeiro, que a partir de agora só vai cuidar das finanças do transporte municipal de Curitiba. Até então, a Comec, do governo do estado, repassava as verbas para a Urbs, da prefeitura, que por sua vez pagava às empresas de ônibus a complementação dos recursos.
Para reduzir o valor, a Comec se baseia numa pesquisa de origem e destino feita pela Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP – Universidade de São Paulo.
O estudo, segundo o governo do estado, constatou que a integração com os ônibus metropolitanos representa 27,82% dos custos da RIT e não quase 40% como alega a Urbs. Ainda de acordo com a pesquisa de origem e destino da Fipe, a demanda de passageiros oriundos da região metropolitana é de 31,2% enquanto a Urbs calculava este número em 21,7%. Assim, pela lógica do governo do estado, se os ônibus metropolitanos representam menos custos no sistema e transportam mais, então eles não são deficitários ou apresentam um déficit menor, necessitando de um subsídio menor também.
A Urbs contesta os números e critica a metodologia da Fipe que levou em consideração os custos e entradas de receitas no sistema, além de mapear a demanda. A Urbs leva em conta os dados apurados nas catracas dos terminais, estações-tubo e ônibus.
De acordo com fontes ligadas à política no Paraná, este dado da Fipe não é muito diferente do estimado pelas próprias empresas de ônibus há cerca de 10 anos.
Ocorre, ainda segundo estes profissionais, que indiretamente os ônibus metropolitanos subsidiavam os deslocamentos municipais. Isso ocorreu na época do prefeito Luciano Ducci, do PSDB, cuja gestão foi uma continuidade do mandato de Beto Richa, do mesmo partido e que foi eleito e recentemente reeleito governador do estado do Paraná.
À frente da prefeitura está desde 1º de janeiro de 2013, Gustavo Fruet, do PDT.
Mirando as eleições municipais de 2016, Richa pensa em se fortalecer na capital apoiando uma possível candidatura de Ratinho Júnior, do PSC, aliado e secretário do Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná.
A postura do governo do estado seria no sentido de criar uma situação negativa para a gestão de Fruet o que pode ser usado numa eventual campanha.
O governo do estado nega motivações políticas e diz que a decisão de reduzir os subsídios foi extremamente técnica com base na pesquisa de origem e destino da Fipe e que não houve esta redução na época de Luciano Ducci porque até então não foi realizado nenhum levantamento semelhante.
A prefeitura de Curitiba não comentou a questão política, mas critica a postura do estado e a pesquisa da Fipe. A administração municipal ainda acrescenta afirmando que parte deste impasse poderia ser evitada caso o governo estadual realizasse a licitação das linhas metropolitanas conforme prometido para 2013. Na visão da prefeitura, a licitação deixaria o sistema da RIT mais racional e moderno.
As empresas metropolitanas operam com contratos antigos, muitos deles firmados na época do DER – PR – Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná que hoje não têm mais função de gerenciar os transportes metropolitanos.
A integração tarifária na RIT foi implantada gradativamente desde 1996. A última cidade a implantar foi Fazenda Rio Grande, em 2000. Em 2012, Bocaiúva do Sul, que tinha integração desde 1997, passou a ter tarifa unificada com a RIT. Antes da unificação, os passageiros que iam de Bocaiúva do Sul para Curitiba pagavam mais caro. E na volta, de Curitiba para Bocaiúva do Sul, a tarifa era menor, a mesma da RIT.
Confira quando foram implantadas as integrações tarifárias entre a capital Curitiba e 13 cidades da região metropolitana:
05/04/1996: Almirante Tamandaré
11/05/1996: Pinhais
17/07/1996: São José dos Pinhais
20/07/1996: Araucária
20/07/1996: Contenda
21/09/1996: Colombo
06/03/1997: Campo Magro
12/04/1997: Campo Largo
01/07/1997: Bocaiúva do Sul
19/04/1998: Rio Branco do Sul
19/04/1998: Itaperuçu
01/07/1999: Piraquara
02/09/2000: Fazenda Rio Grande
A RIT foi criada inicialmente no município de Curitiba nos anos de 1980. Em 1986, a Urbs passou a gerenciar o sistema de transportes Curitiba.
As empresas que hoje operam a RIT são:
As empresas operadoras são:
Auto Viação Marechal Ltda
Transporte Coletivo Glória Ltda
Auto Viação Nossa Senhora da Luz
Empresa Cristo Rei Ltda
Auto Viação Nossa Senhora do Carmo Ltda
Viação Cidade Sorriso Ltda
Auto Viação Redentor Ltda
Auto Viação Curitiba Ltda
Auto Viação Mercês
Viação Tamandaré
Expresso Azul Ltda
Auto Viação Santo Antônio
Araucária Transporte Coletivo Ltda
Empresa de Ônibus Campo Largo Ltda
Leblon Transporte de Passageiros Ltda
Viação Nobel
Auto Viação São José dos Pinhais
Empresa de Ônibus São Brás Ltda
Viação Colombo Ltda
Empresa Antonina
Viação Graciosa Ltda
Viação Marambi Ltda
Viação Piraquara Ltda
Reunidas S/A Transportes Coletivos
CONFIRA AS NOTAS DO GOVERNO DO ESTADO E DA PREFEITURA DE CURITIBA SOBRE A DECRETAÇÃO DA GREVE:
Nota da Prefeitura de Curitiba:
Em relação ao indicativo de greve do transporte coletivo na próxima segunda-feira (26), a Prefeitura de Curitiba informa:
1 – A greve é motivada pela falta do pagamento do vale (40% do salário) que motoristas e cobradores tradicionalmente recebem no dia 20 de cada mês.
2 – O vale não foi pago ainda porque o governo do Estado, desde outubro do ano passado, não faz o repasse do subsídio referente ao transporte metropolitano, totalizando uma dívida de R$ 16,5 milhões, sem contar janeiro de 2015.
3 – O governo do Estado não apresentou nenhuma proposta de pagamento desta dívida e ainda quer reduzir o subsídio metropolitano de R$ 7,5 milhões para R$ 2,3 milhões/mês.
4 – Em um primeiro momento, os trabalhadores do sistema acenam com pedido de reajuste de 15% + INPC a partir de 1º de fevereiro, 33% no vale alimentação e 50% na assistência médica. Nos últimos três anos, a categoria recebeu aumentos médios de 10% e hoje tem o maior piso entre as capitais.
5 – Os salários de motoristas e cobradores representam metade do valor da tarifa. O porcentual de reajuste dos trabalhadores que for definido será integralmente repassado à tarifa.
6 – A partir de agora, a Prefeitura de Curitiba vai cuidar do pagamento das linhas urbanas, definidas a partir da licitação de 2010, realizada pelo então prefeito Beto Richa.
7 – Ao governo do Estado caberá o pagamento das empresas metropolitanas, que legalmente são de sua responsabilidade.
8 – No que depender de Curitiba, a integração física da RIT está garantida. Curitiba tem arcado sozinha com a manutenção da infraestrutura da RIT, que em 2014 teve custo superior a R$ 30 milhões. Este custo não está incluído na tarifa.
9 – A Prefeitura já entrou com pedido para que a Justiça determine a circulação de frota mínima em caso de greve: 70% da frota nos horários de pico e 50% no restante do dia.
Nota do governo do estado:
Em relação à nota divulgada pela Prefeitura de Curitiba sobre o indicativo de greve do transporte coletivo, o Governo do Estado esclarece:
1 – Desde novembro de 2014, o Estado tem procurado a Prefeitura de Curitiba para negociar a readequação e renovação do convênio que permite à URBS a gestão do transporte coletivo metropolitano integrado (RIT).
2 – A pesquisa de origem e destino de passageiros da RIT, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), mostrou uma discrepância no número de passageiros da Região Metropolitana de Curitiba em relação aos dados apresentados pela URBS, e que subsidiaram o convênio encerrado em 31 de dezembro de 2014.
3 – Os dados apontados pela pesquisa da Fipe indicam que a URBS vem utilizando na gestão da RIT parte dos recursos arrecadados na Região Metropolitana para custear o transporte coletivo urbano de Curitiba.
4 – Enquanto a URBS estima que o número de passageiros oriundos da Região Metropolitana representa 21,7% do total de usuários da RIT, a pesquisa da Fipe constatou que esse número chega, na verdade, a 31,2%, ou seja, é cerca de 50% maior do que a URBS alega.
5 – Além disso, a própria planilha da URBS demonstra que a RIT tem um custo operacional 15% menor nas linhas metropolitanas, em comparação com as linhas urbanas de Curitiba.
6 – A discrepância entre o que a URBS utiliza e o que a pesquisa da Fipe constata produz evidente evasão de recursos da Região Metropolitana para o caixa da URBS, o que configura apropriação indébita de receita.
7 – Independente da renovação do convênio operacional com a URBS, o Governo do Estado mantém ainda a isenção de ICMS sobre o óleo diesel utilizado na RIT, o que significa um subsídio de cerca de R$ 24 milhões por ano. Além disso, em 2014 o Governo do Estado repassou outros R$ 65 milhões em subsídio direto para a URBS. O Governo do Estado vai lutar para manter a integração do sistema de transporte coletivo da RMC, uma conquista social da população de Curitiba e da Região Metropolitana..
8 – Enquanto o Estado desonerou o ICMS sobre o óleo diesel, a URBS continua cobrando 4% de taxa de administração e a Prefeitura de Curitiba, 2% de ISS sobre a tarifa técnica.
9 – O Governo do Estado vai lutar para manter a integração do sistema de transporte coletivo da RMC, uma conquista social da população de Curitiba e da Região Metropolitana.
10 – Se necessário for, o Estado recorrerá à Justiça para que a população de Curitiba e da Região Metropolitana não seja prejudicada por decisões unilaterais da URBS.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Uberaba-MG. BRT de Uberaba começa a funcionar em fase experimental

No próximo dia 30, a população de Uberaba poderá conhecer melhor o funcionamento do sistema BRT através de um itinerário inaugural, batizado de Linha Verde. O percurso será iniciado às 9h30 e sairá do Terminal Leste (Bairro Manoel Mendes) com destino ao Terminal Oeste (Uberabão). O embarque de passageiros ocorrerá das 11h às 18h, gratuitamente, em um dos terminais. A operação do sistema em caráter experimental começa no dia 31. Os anúncios foram feitos pela Prefeitura de Uberaba na noite desta quarta-feira (21).

A decisão pelo teste foi justificada para um aprimoramento das partes em fase final de implantação e capacitação dos motoristas e técnicos de centrais, juntamente do conhecimento da opinião pública. Ainda estão em andamento as centrais de monitoramento, semafórica e parte da sinalização, bem como a instalação dos separadores. 

Esclarecimentos
Para esclarecer as dúvidas da população, a distribuição de material informativo sobre o Sistema BRT/Vetor, que está prestes a entrar em operação em Uberaba, será realizada pela Prefeitura. A distribuição começa em pontos da área central da cidade. O material também está disponível no site e no Facebook da Prefeitura.

Segundo o superintendente de Transporte Coletivo, Claudinei Nunes algumas linhas mudaram de nome, bem como trajeto, mas são mudanças que vão agilizar a prestação do serviço. De acordo com as informações do superintendente, até a próxima semana, 30 pessoas estarão nas ruas, nos principais pontos auxiliando na divulgação, que também será feita em entidades de classe.

Cartões
A Superintendência de Transporte Coletivo alerta que as Estações Tubos só vão operar com cartão, que pode ser adquirido no posto da Transube no Elvira Shopping, localizado na Praça Rui Barbosa e nos pontos de recarga espalhados pela cidade. A diferença e que no posto do Elvira Shopping o cartão fica pronto na hora e nos pontos de recarga em três dias.

Também será disponibilizado para venda o Cartão de Uso Único, que só pode ser usado de um terminal a outro e nas estações, não podendo ser utilizados nas linhas alimentadoras (que percorrem os bairros). Nos terminais também terão bilheterias com venda e ponto de recarga.

Informações: G1 Triângulo Mineiro

BRT Transcarioca recebe prêmio mundial de transporte sustentável


Rio Ônibus

O Transcarioca, segundo corredor expresso de BRT em operação no Rio de Janeiro, foi um dos responsáveis pela conquista do Sustainable Transport Award (STA), do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP, da sigla em inglês para Institute for Transportation and Development Policy), que anualmente premia cidades que implementam iniciativas que melhorem a mobilidade de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público, assim como reduzir a emissão de gases do efeito estufa durante o ano anterior.
- “É uma prova do quanto o sistema BRT é seguro, é confortável, é cômodo. Ele um corredor que nós esperamos que seja cem por cento seguro para o usuário, já que ele tem uma pista exclusiva para ele, acesso de embarque e desembarque por estações. É evidente que o sistema ainda precisa de ajustes, mas o prêmio mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o Secretário Municipal de Transportes, Rafael Picciani.
Com dois corredores de BRT em funcionamento, outros dois em construção e a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) no centro da cidade, o Rio de Janeiro terá 107 bairros da cidade (do total de 160) atendidos pela rede de transporte até 2016, ou seja, 63% da população atendida por modais de alta capacidade.
Segundo o ITDP, “o Rio de Janeiro tem investido em transporte de alta capacidade e está fazendo progressos permanentes com a implementação do BRT Transcarioca, o segundo de seus corredores rápidos de ônibus”. Em sua décima edição, pela primeira vez o STA premiou três cidades ao mesmo tempo: Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.
Realizada pelo ITDP em parceria com o Comitê Diretor do STA, a premiação das três cidades vencedoras aconteceu na última terça-feira (13/1) em Washington, DC, nos Estados Unidos. Quem representou a Prefeitura do Rio no evento o foi o Coordenador de Relações Internacionais, Laudemar Aguiar.
O Transcarioca liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador (Aeroporto do Galeão) e é o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade. Mais de 230 mil pessoas por dia já tiveram o tempo de viagem no trecho reduzido em 60%. São 39 quilômetros de extensão, com 10 viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos. O Transoeste, primeiro BRT em funcionamento, vai da Barra da Tijuca à Santa Cruz e Campo Grande transportando cerca de 190 mil passageiros por dia. Os dois corredores em operação na cidade já transportam mais de 440 mil pessoas diariamente e ambos receberam selos do Padrão de Qualidade BRT.

Volvo entrega 50 ônibus para o sistema de transporte urbano de Porto Alegre

A Volvo Bus Latin America está entregando 50 ônibus para o sistema de transporte urbano de Porto Alegre: 15 articulados e 35 convencionais. Os veículos, adquiridos pela Companhia Carris Porto-alegrense em uma licitação pública, começam a circular ainda em janeiro e serão usados para ampliação e renovação de frota.
A venda, realizada pela Dipesul, concessionária Volvo no Rio Grande do Sul, inclui um pacote de manutenção e atendimento exclusivo para garantir a alta disponibilidade dos veículos. “Temos profissionais especializados que atendem exclusivamente a Carris dentro da sua garagem, e uma infraestrutura móvel que garante a qualidade e agilidade no atendimento”, afirma o diretor da Dipesul, Joel Beckenkamp.
Os veículos são equipados com o Gerenciador de Frotas da Volvo, que vai oferecer à Carris um raio x completo da operação dos ônibus.  O sistema oferece dados como média de consumo, tempo de marcha lenta, quantidade e tempo de paradas, e velocidade por veículo e por motorista. “São informações que vão permitir ao operador  corrigir falhas, adequar e melhorar o desempenho do veículo para cada trajeto, para que operem com a máxima eficiência”, explica Euclides Castro, gerente de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin America.
O sistema também possui um código de falhas, composto por um conjunto com mais de 40 sensores que monitoram a saúde do veículo, e emitem sinais de alerta quando há desgaste em alguma peça. “Com essas informações, podemos atuar preventivamente e garantir altíssima disponibilidade dos veículos”, destaca Beckenkamp.
Menor custo operacional
Os ônibus Volvo oferecem qualidade ao transporte urbano, segurança e  menor custo operacional, características que beneficiam tanto os passageiros quanto os operadores de transporte.  O baixo custo operacional dos veículos é garantido pela alta capacidade de transporte, alta disponibilidade e menor consumo de combustível.
Todos os chassis adquiridos pela Carris são equipados com caixa de câmbio automática, que oferece mais conforto e segurança aos passageiros, que não sentem a passagem das marchas; além de freio à disco e EBS,  itens que oferecem eficiência e estabilidade às frenagens.

FONTE: Volvo Brasil 

Procon Estadual processa Consórcio Operacional BRT por acidentes na Transoeste


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O Procon Estadual instaurou nesta quarta-feira (14/01) processo administrativo contra o Consórcio Operacional BRT devido aos dois acidentes ocorridos na terça-feira (13/01) na Transoeste. Dois ônibus se chocaram próximo à estação do Pontal e outros dois colidiram perto da estação CTEx. Os acidentes ocorreram em intervalo de 30 minutos e resultaram em 120 feridos. O consórcio foi intimado a apresentar sua defesa e poderá ser multado.

A decisão do Procon Estadual - órgãoligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor -foi tomada com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC). De acordo com o art. 6° do CDC, o consumidor possui o direito básico de adequada prestação dos serviços públicos em geral. Além disso, o código, em seu art. 22, diz que órgãos públicos ou suas concessionárias são obrigados a fornecerem serviços eficientes e seguros.

O ato sancionatório determina que o Consórcio Operacional BRT apresente sua defesa num prazo de 15 dias após receber a notificação. Caso suas justificativas não sejam aceitas pelo departamento jurídico do Procon Estadual, a concessionária será multada - o valor vai ser calculado a partir do relatório econômico com base na receita bruta da concessionária nos últimos três meses.

FONTE: Procon

Neobus apresenta o novo modelo New Road N10 340

Ontem na garagem da Expresso Pégaso, sediada em Cosmos zona oeste do Rio de Janeiro foi apresentado o novo modelo New Road N10 340 da fabricante Neobus montado sobre o chassi Mercedes Benz OF-1721 Blue Tec 5. O modelo foi lançado na 10ª Fetransrio em novembro de 2014.