Scania movido a GNV

Modelo com motor Euro 6 já foi lançado em México, Colômbia e Peru. Mercado brasileiro está em estudo


Scania GNV
Cresce cada vez mais a oferta de modelos de ônibus movidos por combustíveis menos poluentes e até com emissão zero, no caso dos elétricos. Ter um cardápio de opções é importante, pois cada cidade brasileira terá uma necessidade específica e, mais importante do que isso, um orçamento amplo ou limitado. Os ônibus elétricos e os híbridos ainda são muito caros, passam dos sete dígitos. 

Os modelos movidos a GNV (Gás Natural Veicular) aparecem como alternativa mais barata, e a Scania começa a apresentar o seu modelo da geração com motores Euro 6, lançado no final do ano passado na Europa, para as cidades da América Latina. Depois do México e da Colômbia, foi a vez do Peru receber o modelo para uso urbano. Segundo o diretor de vendas de ônibus urbanos da Scania para a região das Américas, a empresa está avaliando da introdução dessa tecnologia no Brasil.  

A nova geração do Scania Euro 6 GNV também pode funcionar com biogás. Ele está disponível com motores de 280 cv e 320 cv, podendo receber carrocerias de 12 metros (padrão para uso urbano), 15 metros e articulado (18 metros). O modelo da foto, que inicialmente fará parte da renovação da frota de ônibus da cidade de Lima, no Peru, é está equipado com motor de cinco cilindros (9,3 litros), ciclo Otto, 280 cv e carroceria de 12 metros.

No passado, a Mercedes-Benz já lançou ônibus movido a GNV nas cidades de São Paulo e  Rio de Janeiro. Porém, houve uma grande rejeição dos operadores de transportes urbanos de passageiros, e a fabricante desistiu da ideia. O principal problema apontado pelos clientes na época era a difícil tarefa de revender esses ônibus após cinco anos de uso.

Geralmente, os ônibus de São Paulo e Rio são vendidos depois desse período para cidades com menos recursos financeiros. Além dessas cidades menores não terem problemas ambientais como os grandes centros urbanos, a maioria delas não possui postos de abastecimento de GNV. Esse talvez seja o maior desafio para viabilizar o uso de ônibus movido a GNV no Brasil.

Volvo vai fechar fábricas de caminhões e máquinas no Brasil, Polônia e EUA

A Volvo disse nesta quinta-feira que vai fechar operações em seu braço de fabricação de máquinas e caminhões no Brasil, Polônia e nos Estados Unidos, o que significa mil postos de trabalho a menos para a empresa. De acordo com o presidente-executivo do grupo, Olof Persson, o segmento de fabricação de equipamentos da Volvo tem sofrido com a deterioração nas margens em mercados fora da América do Norte. No ano passado, a Volvo já havia anunciado o corte de 4,4 mil vagas, para reduzir seus custos.
Em seu balanço financeiro divulgado nesta quinta, a companhia diz que, em 2014, o mercado brasileiro — o mais importante da América do Sul — de caminhões pesados caiu 11% em relação ao ano anterior. “A demanda por caminhões foi afetada, principalmente, pelo baixo crescimento da economia e, consequentemente, nas nossas operações”, disse.
Como resultado desse cenário, segundo a empresa, a política do governo para incentivar a compra de veículos comerciais mudou, com o aumento nos juros, por exemplo. “Isto significa que o mercado terá um início fraco em 2015”, concluiu a Volvo. Neste ano, a previsão do grupo é que o mercado de caminhões pesados no Brasil some 75 mil vendas ante a previsão anterior de 85 mil.
FONTE: Valor Econômico 

Biometano como combustível é regulamentado pela ANP e abre caminho para ônibus com esta tecnologia

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus
Ônibus da Scania movido a biometano no complexo da Braskem, no Sul do País. De acordo com fabricante e órgãos acadêmicos, resultados dos testes foram positivos quanto à redução da poluição, consumo e nível de ruído.
Uso de biometano como combustível é regulamentado pela ANP
Medida abre caminho para diversas aplicações, inclusive nos transportes coletivos
ADAMO BAZANI – CBN
O uso do biometano, combustível obtido através do processamento do biogás gerado em processos de decomposições de resíduos, foi regulamentado pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis.
A medida permite a venda e distribuição do combustível, possibilitando que de fato seja usado em diversas aplicações, como no transporte coletivo de passageiros.
A resolução da ANP foi publicada no Diário Oficial de 02 de fevereiro de 2015 e especifica itens como a concentração de gás carbônico no combustível, regras de transporte e comercialização, além das fontes de resíduos. O biometano, por ser de características semelhantes, obedece a várias determinações previstas para o gás natural.
Na semana passada, foram apresentados os resultados dos testes no parque fabril da Braskem, no Rio Grande do Sul, de um ônibus da Scania abastecido com biometano.
De acordo com a Univates – Universidade do Vale do Taquari de Educação e Desenvolvimento Social, que acompanhou o desempenho do ônibus, a redução da poluição é de 70% em comparação aos motores a diesel mais modernos e, com autonomia que pode chegar a 400 quilômetros, o consumo do veículo foi de 2,13 l/m3 no transporte de funcionários da Branskem, considerado bom pela equipe que participou dos estudos. Acompanhe os detalhes neste link:
O ônibus a biometano da Scania chegou a circular também no Parque Tecnológico da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Nos próximos dias, segundo a Scania, o veículo deve circular na cidade de São Paulo. Ainda não foram definidas as rotas e as datas para o início dos testes.
A resolução da ANP pode ser conferida nestes links:
O desenvolvimento da produção de biometano ocorre em diversas regiões do país, mas ainda com potencial para crescimento. A regulamentação deve estimular novos projetos.
Quanto ao transporte coletivo, vem ser mais uma alternativa para que os ônibus fiquem ainda menos poluentes.
Além do diesel S-10, para a motorização com base nas normas internacionais Euro V, que já concentra menos enxofre e emite uma quantidade menor de materiais particulados, gás carbônico e óxidos de nitrogênio, há diversas alternativas para que as operações de ônibus contribuam para a melhoria do meio-ambiente. Uma das mais antigas, a elétrica, se desenvolveu com trólebus mais modernos e ônibus que dependem apenas de baterias para se movimentar. Os veículos elétricos-híbridos também já são realidade, mesmo que em pequeno número, nos serviços de transporte coletivo. Operam também algumas unidades a etanol, diesel de cana de açúcar (que é diferente do álcool), gás natural e, ainda em estudos, mas com um novo modelo no ABC Paulista, ônibus a hidrogênio.
Não é possível afirmar qual é a melhor solução entre todas as alternativas ao petróleo. O mais correto é entender que todo o estudo em prol da criação de escala de produção de modelos de ônibus com diversas fontes energéticas deve receber estímulos para o bem do meio ambiente e da economia, já que reduzem a dependência do petróleo. Talvez, o correto é dizer que todas as soluções são interessantes, de acordo com cada região servida, dos custos e realidades locais de operação e disponibilidade das matérias-primas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Rio de Janeiro prepara operação especial de transportes rodoviários para o Carnaval

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

Novo Rio
Transportes rodoviários terão operação especial no Rio de Janeiro. Linhas pelo Arco Metropolitano, embarques em terminais como Campo Grande, Nilópolis, Nova Iguaçu e Alcântara devem aliviar rodoviária Novo Rio e diminuir o tempo de viagem. Foto O Globo
Rio de Janeiro prepara esquema especial de operação de ônibus para o Carnaval
Vendas de passagens começam nesta terça-feira. Embarques diretos em Campo Grande, Nilópolis, Nova Iguaçu e Alcântara, além de linhas pelo Arco Metropolitano devem fazer passageiros ganhar tempo
ADAMO BAZANI – CBN
Começaram nesta terça-feira, dia 03 de fevereiro, as vendas de passagens de linhas de ônibus rodoviárias com operação especial para o Carnaval 2015, no Rio de Janeiro.
Esta operação vai ser realizada entre os dias 11 e 23 de fevereiro.
Uma das novidades é que as linhas intermunicipais rodoviárias com destino à Região dos Lagos, Costa Verde e Região Serrana vão utilizar pela primeira vez o Arco Metropolitano e evitar vias como Avenida Brasil ou os acessos para a rodovia Presidente Dutra, que com obras previstas, costumam registrar mais congestionamentos. Segundo a Secretaria de Estado de Transportes do Rio de Janeiro, os passageiros da Região Metropolitana do Rio, incluindo a capital, Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo devem ganhar em média uma hora no trajeto.
Em nota, a secretaria explica que alguns terminais também vão contar com embarques diretos:
“A medida facilitará a vida dos moradores da Baixada Fluminense, que terão saídas diretas pelos terminais de Nilópolis, Nova Iguaçu e da Zona Oeste do Rio, que terão saídas diretas pelo terminal de Campo Grande. Com isso não será necessário que esses passageiros de desloquem até a Rodoviária Novo Rio. A medida também contemplará os moradores de São Gonçalo e Itaboraí, que poderão embarcar sentido Região dos Lagos no Terminal de Alcântara, não precisando ir até o Terminal Roberto Silveira, em Niterói. A mudança também beneficia os moradores do Médio Paraíba com destino à Costa Verde, que agora vão contar com novos itinerários via Arco Metropolitano. As linhas regulares não sofrerão alterações.” – diz o texto da secretaria, que ainda informou as linhas especiais, via Arco Metropolitano:
Partindo dos Terminais Rodoviários de Campo Grande e de Nilópolis:
Campo Grande/Cabo Frio, Campo Grande/Nova Friburgo, Nilópolis/Cabo Frio (via Duque de Caxias), Nilópolis/Macaé (via Duque de Caxias e Rio das Ostras).
Partindo do terminal de Nova Iguaçu:
Nova Iguaçu/Petrópolis, Nova Iguaçu/Cabo Frio e Nova Iguaçu/Macaé (via Macaé e Verão Vermelho).
Partindo do Terminal de Alcântara:
Alcântara/Cabo Frio, via Manilha.
Partindo da Rodoviária Novo Rio:
As cidades da Costa Verde terão autorizados horários extras, expressos, via Arco Metropolitano nas linhas: Rio de Janeiro/Angra dos Reis e Rio de Janeiro/Paraty.
Partindo do Médio Paraíba:
Serão autorizados horários extras, expressos, via Arco Metropolitano partindo da Rodoviária de Barra Mansa, nas linhas: Barra Mansa /Itaguaí e Barra Mansa/Mangaratiba, via Volta Redonda.
As linhas já existentes serão autorizadas a realizar horários extras que acessarão diretamente o Arco Metropolitano, sem prejuízo dos itinerários atuais, que continuarão sendo cumpridos. Os horários extras e seus ônibus terão a inscrição “Expresso – via Arco Metropolitano” fixada no para-brisa.
Adamo Bsazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Haddad quer reduzir frota para 11 mil ônibus e colocar mais superarticulados

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus superarticulado
Ônibus superarticulado, apontado pelo prefeito Fernando Haddad como “solução” para redução de frota sem prejudicar passageiros. Fotos: Adamo Bazani
Haddad quer reduzir frota de ônibus para 11 mil com superarticulados
Além de racionalizar as linhas, veículos de maior porte devem substituir convencionais
ADAMO BAZANI – CBN
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse neste domingo que uma das intenções do poder público com a nova licitação dos transportes, que deve ser lançada entre este mês e março, é reduzir a frota de ônibus na cidade.
Hoje São Paulo tem aproximadamente 15 mil veículos de transporte coletivo, entre miniônibus, micro-ônibus, ônibus convencionais de motor dianteiro, ônibus padrons de motor traseiro, ônibus articulados, ônibus superarticulados e ônibus biarticulados.
A redução seria de 27%, o que encolheria a frota para algo em torno de 11 mil veículos.
Haddad garantiu que esta diminuição não vai trazer prejuízos aos passageiros. Para isso, aposta na ampliação do total de faixas e na conclusão dos corredores exclusivos, que permitiram maior velocidade aos ônibus. Sem ficar presos em congestionamentos, menos coletivos conseguiriam fazer mais viagens.
A administração quer racionalizar mais linhas de ônibus, cortando sobreposições e fazendo com que os serviços cheguem até um corredor de ônibus maiores ou estações de trens e metrô.
Outra aposta de Haddad para que a redução da frota não prejudique os passageiros é o ônibus do tipo superarticulado, como declarou à imprensa:
“Temos que acabar com as filas de ônibus nos corredores e faixas exclusivas.. O superarticulado atenderá melhor a demanda, já que suporta um carregamento quase igual ao biarticulado, mas tem uma vantagem de manobra, agilidade e conforto que vale a pena .. que se perde, por um lado, é que valor do veículo (superarticulado) é maior e fica a cargo das empresas. Mas acho que há mais ganho do que perdas”, disse o prefeito.
O ônibus superarticulado é maior que o articulado e menor que o biarticulado. Com 23 metros de comprimento pode transportar aproximadamente 220 pessoas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Ônibus superarticulados acumulam vendas de quase 800 unidades

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus grande
Ônibus superarticulado de 23 metros no Corredor Metropolitano que atende parte da cidade de São Paulo e do ABC Paulista. Considerado alternativa entre os articulados tradicionais e os biarticulados, modelo já se aproxima de 800 unidades vendidas desde o lançamento em 2012. Foto: Adamo Bazani.
Superarticulados acumulam vendas de quase 800 unidades
Veículos de 23 metros têm sido cada vez mais comuns em sistemas de ônibus de maior demanda
ADAMO BAZANI – CBN
Considerados alternativas de capacidade e de dimensões entre os ônibus articulados e os biarticulados (que possuem três carros e duas articulações), os veículos das linhas o 500 UDA (piso baixo) e o 500 MDA (piso convencional), chamados pela fabricante Mercedes-Benz de “superarticulados” têm conquistado uma fatia maior no mercado de urbanos.
De acordo com o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para América Latina, Philipp Schiemer, em nota, o superarticulado O 500 acumula cerca de 720 unidades já comercializadas no Brasil desde seu lançamento em 2012.
O número se refere até a primeira quinzena do ano passado. A expectativa é de que o modelo alcance 800 unidades neste início de ano.
Pode parecer pouco, mas é um ônibus grande, equipado, de alto valor e relativamente novo num mercado ainda composto por vários empresários conservadores, bem resistentes a riscos e duvidosos em relação a novidades.
Sistemas de diversas cidades do País, como Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, ABC Paulista, Recife, já fazem uso deste tipo de ônibus.
Os ônibus O 500 UDA re O 500 MDA são indicados para operações em corredores exclusivos simples ou de trânsito rápido, os chamados BRTs – Bus Rapid Transit, mas por serem de um modelo considerado mais flexível, são usados também em vias sem corredores, como ocorre na Capital Paulista.
ENTRE UM E OUTRO:
Os ônibus O 500 UDA ou O 500 MDA não têm a mesma capacidade de transporte de um biarticulado, mas transportam mais que um articulado simples. Foi no tamanho do veículo a principal aposta da Mercedes. Assim como a capacidade o coloca entre os dois outros tipos de ônibus com articulação, ele tem um tamanho intermediário, permitindo, de acordo com a Mercedes, o tráfego em áreas onde não seria possível circular com um tipo maior, como biarticulado.
É o que ocorre com o Corredor Metropolitano ABD, operado pela Metra Sistema de Transporte que liga o bairro do Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, ao de São Mateus, na zona Leste, por municípios do ABC Paulista: Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema em 33 quilômetros e a extensão entre Diadema (ABC Paulista) e Estação Berrini da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, na zona Sul da cidade de São Paulo com mais 12 quilômetros de extensão.
A empresa chegou a considerar a possibilidade de uso de biarticulados devido ao crescimento da demanda nas 13 linhas do sistema. No entanto, o Corredor Metropolitano ABD não é contínuo, isto é, em vários trechos ele deixa de ser exclusivo e com áreas de tamanho restrito para curvas e manobras. A Metra foi uma das primeiras empresas no País e apostar no superarticulado.
Em linhas gerais, os modelos de ônibus com articulação têm as seguintes dimensões e capacidades:
– ÔNIBUS ARTICULADOS: Entre 18 metros e 21 metros de comprimento, com capacidade de 150 a 180 passageiros, dependendo da configuração interna de bancos, se há catracas ou não, ou se há portas nos dois lados do veículo.
– ÔNIBUS SUPERARTICULADOS: Entre 21 e 23 metros de comprimento, podendo transportar, dependendo da configuração, de 190 a 210 passageiros.
– ÔNIBUS BIARTICULADOS: Com comprimento até 28 metros e capacidade de passageiros variando entre 230 e 270 passageiros, de acordo com a disposição de bancos, portas e catracas.
CARACTERÍSTICAS:
A Mercedes-Benz informou as principais características do modelo em nota: “possui PBT técnico de 37 toneladas e permite a montagem de carrocerias com até 23 metros de comprimento, com capacidade para transportar mais de 190 passageiros (dependendo do layout interno). Um chassi 8×2, que conta com o eixo de apoio direcional instalado no 2º carro, auxiliando nas manobras e na condução do veículo. Incorporando todas as vantagens da tecnologia Mercedes-Benz, esse chassi vem equipado com motor eletrônico OM-457 LA (Proconve P-7), posicionado na traseira do veículo, o que traz maior facilidade na manutenção diária, melhor dirigibilidade com mais segurança e menor risco durante a época de chuvas. Motor OM-457 LA – completamente eletrônico, com unidades injetoras para cada cilindro, proporciona maior economia de combustível e possui alto torque em baixas rotações. Top Brake – freio motor auxiliar, garante uma potência de frenagem adicional, conjugado com o sistema borboleta, freio de serviço e retarder, proporcionando maior segurança nas operações, economia de combustível e aumento da vida útil dos freios. Chassi conceito Low Entry – toda a seção dianteira e central do veículo permite nivelação do degrau de entrada e do piso para 370 mm, não existindo nenhum outro degrau nessas seções do veículo. Com isso, o passageiro tem grande facilidade e rapidez para embarque e desembarque.. Chassi quadro – constituído de perfis de aço estampados com asas de apoio e de fixações para carroçarias, o chassi com estas características apresenta robustez, resistência à torção e à flexão e facilidade de encarroçamento. Freio a disco nas rodas dianteiras e traseiras – propicia melhor eficiência na frenagem e maior facilidade na manutenção. Painel de instrumento – todos od veículos são equipados com tacógrafo, odômetro, relógio, conta-giros, indicadores de temperatura do líquido de arrefecimento, da pressão do óleo do motor, da pressão pneumática do sistema de freios, consumo instantâneo de combustível e do nível do tanque de combustível. Luzes de Aviso – controle de carga da bateria, luz alta dos faróis principais, luzes indicadoras de direção, de baixa pressão do óleo do motor, de baixo nível do líquido de arrefecimento, de freio de estacionamento acionado, de saturação do filtro de ar, de baixa pressão do sistema pneumático, de controle do sistema de aceleração eletrônico / módulos eletrônicos, de retardador acionado, de controle do ABS, de controle da correia de acionamento do ventilador e de acionamento do ajoelhamento ou elevação da suspensão. Suspensão penumática integral – com maior conforto e confiabilidade ao seus passageiros e motoristas, este sistema já está consagrado no mercado, sendo atestado como de altíssima qualidade em outros produtos Mercedes-Benz. Eixo traseiro de apoio direcional – proporciona melhor manobrabilidade e dirigibilidade além de menor arraste em curvas, aumentando a durabilidade dos pneus. Coluna de direção regulável – propicia a regulagem de acordo com as características físicas do motorista, melhorando a ergonomia. Articulação – proporciona movimentos suaves nas manobras e oferece um sistema de segurança que informa antecipadamente o momento do batente metálico. Central Elétrica Fuse Box – proporciona ao encarroçado/cliente facilidade para acrescentar seus componentes, uma vez que o sistema é modular, possui um tamanho reduzido e é de fácil aquisição no mercado. Sistema Antibloqueio das Rodas (ABS) – monitora a velocidade das rodas, ultrapassando os limites máximos de desaceleração e escorregamento. O sistema aciona as válvulas moderadoras de pressão, que controlam a frenagem em cada roda, dessa maneira evita-se o bloqueio (travamento) das rodas, dentro dos requisitos para uma frenagem eficiente: menor espaço de frenagem, manutenção da dirigibilidade (controle sobre o veículo) e preservação da estabilidade direcional. Blue Tec 5 – tecnologia Mercedes-Benz que consiste em reduzir os gases contaminados, através de uma reação química com o AdBlue, em um catalisador de redução seletiva (SCR ou “Selective Catalytic Reduction”)”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Modelo no país, transporte coletivo de Curitiba é colocado em xeque

Conhecido mundialmente e considerado um modelo para o país, o sistema do transporte coletivo de Curitiba vive uma crise financeira que coloca sua sobrevivência em risco.

No último mês, já houve paralisações parciais de ônibus ao menos quatro vezes, incluindo esta semana, quando todos os veículos chegaram a sair totalmente de circulação nesta segunda e terça-feira (27). Nesta quinta, a greve segue parcialmente.

Em xeque está a estrutura financeira do sistema, que transporta 2 milhões de pessoas por dia e integra a cidade com outros 13 municípios. "É uma bomba-relógio", costuma dizer o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT).

Por muito tempo, os ônibus se pagaram com a própria tarifa. Desde 2004, porém, a conta deixou de fechar --uma consequência não só do aumento de custos, mas também da queda no número de passageiros, que migraram para o transporte individual. Desde 2010, a média de passageiros por mês caiu de 26,5 milhões para 25 milhões.

"É algo comum em todas as grandes cidades. Ficou mais fácil comprar carro. E aí, com menos passageiros, diminui a receita", afirma o engenheiro Eduardo Ratton, professor de transportes da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Com recursos em queda, prefeitura e Estado começaram a fazer aportes do próprio orçamento para sustentar a operação. Agora em lados opostos politicamente, porém, passaram a discordar dos cálculos e travam uma queda de braço para definir o valor devido por cada um.

O Estado, em crise financeira, já deve R$ 16 milhões aos ônibus. A prefeitura também atrasou alguns repasses. E as empresas, que dizem estar sem dinheiro por desequilíbrio econômico dos contratos, começaram a atrasar salários no fim do ano passado.

"O sistema tem que ser revisto. Hoje, nós operamos na ponta do lápis. É um estica e puxa", diz o presidente do Setransp (sindicato das empresas de ônibus), Maurício Gulin. Auditorias do Tribunal de Contas já acusaram as empresas de superestimarem receitas. Sem sucesso, a prefeitura tenta rever a modelagem dos contratos há pelo menos dois anos.

PALHAÇO

Sem receber, motoristas e cobradores têm usado nariz de palhaço para irem trabalhar. Dizem que passaram "um fim de ano infeliz", com atrasos no 13º salário e férias, e acusam o poder público de "transformar um sistema modelo num caos".

"É uma palhaçada. E não tem segurança nenhuma. Estamos a ponto de um caos total", diz o presidente do sindicato da categoria, Anderson Teixeira.

O convênio entre Estado e município que subsidiava parte do sistema venceu em dezembro. Sem um novo acordo, que ainda está sendo costurado, ninguém sabe como serão pagos os ônibus daqui para frente. O próprio sindicato das empresas admite a possibilidade de ficar sem dinheiro para pagar os salários no próximo dia 6.

A prefeitura acusa o Estado de "não assumir responsabilidades" e de "desinteresse". Já o Estado fala que o município age de forma "forçada e simplificada". Mas nenhum afirma que a briga seja política. No máximo, "ideológica", como diz o presidente da Comec (órgão do governo estadual), Omar Akel.
"É político, claro que é. Se fossem aliados, já teriam resolvido faz tempo", comenta Ratton, da UFPR.
A greve desta semana forçou governo e prefeitura a se reunirem para tentar resolver a situação. O aumento de tarifa, hoje em R$ 2,85, deve ser anunciado até o final da semana, para diminuir o rombo financeiro.

Também está em risco a integração do sistema com a região metropolitana: é grande a possibilidade de esses passageiros começarem a pagar mais pelos ônibus. Seria o fim da rede integrada.

"É um momento difícil. Mas a conta tem que ser clara", declarou Fruet. "A prefeitura não tem condições de arcar sozinha com isso."

Informações: FolhaPress
Extraído do Portal Histurbana