Postagem 800 - Águia Branca finaliza compra de 34 ônibus da Marcopolo

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Ônibus de dois andares possuem duas categorias de serviços. Foto: Gibran Chequer
Entre os veículos, estão oito unidades do Paradiso 1800DD, ônibus de dois andares de alto padrão
A Marcopolo informou que a renovação recente da frota da Viação Águia Branca, um dos principais operadores de transporte rodoviário do Espírito Santo, totalizou 34 veículos da marca. São oito unidades do modelo Paradiso 1800 Double Decker, duas do Paradiso 1350 – recentemente lançado no mercado brasileiro – e 24 unidades do Paradiso 1200, que serão utilizadas em rotas intermunicipais, interestaduais atendidas pela empresa.
Os veículos possuem iluminação do salão de passageiros toda em LEDs, com luzes indiretas, que criam um ambiente de comodidade e sofisticação. Os LEDs estão presentes também nas luzes de leitura dos porta-focos, com acionamento por toque, que contam ainda com saídas individuais para ar-condicionado, plug para fone de ouvidos e controle de volume do som.
Com chassis Mercedes-Benz O 500 RSDD 8×2, os ônibus Paradiso 1800 DD têm duas classes de serviço e possuem 44 poltronas semileito no piso superior e seis leito-cama no piso inferior. Os veículos contam ainda com a comodidade de  wi-fi e tomadas USB individuais, além de tomada de energia elétrica, filme e música a bordo.
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Com bagageiros maiores, Paradiso 130 é opção para longas distâncias Foto: Gibran Chequer
Já os modelos Paradiso 1350 têm capacidade para transportar 35 passageiros também em 28 poltronas semileito com descansa-pés e sete poltronas leito, também equipados com wi-fi a bordo, tomadas USB individuais e tomadas padrão, filme e música. Contam ainda com portas pantográficas com travamento automático e pneumático, parede de separação com porta deslizante, sistema multiplex, sanitário, cinto de segurança retrátil, porta-copos, porta-revistas, sistema de ar-condicionado com dutos individuais e calefação. As unidades do Paradiso 1200 têm chassis Mercedes-Benz O500 RSD e são equipadas com 44 poltronas semileito com descansa-pernas.
“Nosso foco é o cliente. Queremos encantá-lo com opções diferenciadas de serviços para sua viagem, trazendo o que há de melhor, mais moderno, mais seguro e de muito conforto no transporte rodoviário de passageiros”, afirma Paula Barcellos Tommasi Corrêa, diretora Comercial & de Marketing da Viação Águia Branca, lembrando que estes lançamentos antecipam o início das comemorações dos 70 anos do grupo, que acontecerá no próximo ano.
Os veículos, que integram a frota de 750 ônibus da Viação Águia Branca começam a operar até dia 15 de dezembro.
 Nova identidade
Além dos novos ônibus, a Águia Branca traz mais novidades: uma nova identidade para sua pintura, desenvolvida pelo renomado designer Hans Donner. Ele planejou a identidade visual dos ônibus a partir do nome da Viação Águia Branca e desenvolveu um conceito em que o ônibus parece ganhar asas, com estilo mais clean, tanto no novo tom de azul, quanto no design da marca.
Secco Consultoria

Novas regras de rodovias vão permitir transferências de investimentos que seriam públicos para a iniciativa privada

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Novas regras permitem que obras que deveriam ser de responsabilidade do poder público passem para iniciativa privada em rodovias com concessão. Foto: aascj
Reequilíbrio econômico das concessões deve estimular obras previstas pelo PIL, acredita governo
ADAMO BAZANI
O Ministério dos Transportes publicou nesta terça feira, 8 de dezembro de 2015, novas regras para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão de rodovia. O objetivo é facilitar a inclusão de novos investimentos dentro do PIL – Programa de Investimento em Logística, podendo gerar aditivos contratuais.
Só podem ser incluídas para as contas do reequilíbrio de investimentos, no entanto, as obras que estejam dentro do prazo original.
As alterações também transferem mais investimentos que deveriam ser do poder público para a iniciativa privada. Isto porque, algumas obras que inicialmente seriam inicialmente de responsabilidade do Dnit -Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes podem ser transferidas para empresa concessionária da rodovia, que depois receberá pelo serviço através reequilíbrios.
Os novos investimentos podem ser incluídos nos contratos de concessão pelo Ministério dos Transportes sem a necessidade de avaliação da ANTT  Agência Nacional de Transportes Terrestres.
O reequilíbrio financeiro para concessionária por causa das novas obras pode vir de diversas maneiras como pelo aumento da tarifa de pedágio, prorrogação da concessão, pagamento a concessionária do dinheiro correspondente aos desembolsos, modificação de obrigações do contrato ou mesmo ampliação do número de praças de pedágio.
Sobre o aumento no valor de pedágio também não será mais necessária a formalização por meio de termo aditivo, bastando apenas uma mudança no programa de exploração de cada rodovia.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.

Motoristas de ônibus não orientam passageiros sobre cinto de segurança, aponta pesquisa da Artesp

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Ônibus rodoviário em São Paulo. Motoristas e empresas devem conscientizar passageiros sobre cinto de segurança.
De acordo com levantamento, seis em cada dez pessoas que viajam de ônibus no Estado de São Paulo ignoram dispositivo de segurança
ADAMO BAZANI
Levantamento realizado pela Artesp  – Agência Reguladora dos Serviços Delegados de Transportes do Estado de São Paulo, entre os dias 22 e 29 de outubro, em 174 viagens de ônibus rodoviários mostra um dado ainda preocupante: seis em cada dez passageiros que viajam de ônibus pelas rodovias do Estado de São Paulo não utilizam cinto de segurança, o dispositivo é obrigatório.
Em 144 destas 174 viagens, no entanto, o motorista não orientou os usuários sobre utilização do cinto de segurança, o que é irregular. A importância deste alerta do motorista é grande – de acordo com levantamento da agência, em 30 viagens nas quais o motorista lembrou os passageiros sobre a obrigatoriedade, o uso do cinto cresceu 15%.
A Artesp diz que vai continuar investindo em campanha para conscientizar os passageiros, mas também os motoristas e as empresas sobre a orientação aos ocupantes de ônibus.
Já em relação a quem se desloca de carros de passeio e caminhões a realidade tem mudado. Outro levantamento realizado em agosto pela Artesp, com 11 mil motoristas em diversas rodovias sob concessão de São Paulo, mostrou que 91% dos motoristas de carro usam o cinto de segurança. Entre os caronas, o uso é de 89%. No banco traseiro, o número de pessoas que usa cinto de segurança é bem menor: 62% dos passageiros ignoram o dispositivo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.

GPS vai mudar o tipo de combustível que um ônibus usa no meio da viagem de acordo com região da cidade

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Ônibus em Londres. Sistema de transportes públicos da capital inglesa recebe mais investimentos para veículos não poluentes.
Testes começaram no mês de novembro em Londres. A partir de 2020, haverá restrições para o uso do diesel na região central.
ADAMO BAZANI
A partir de 2020, todos os veículos de transporte público movidos a diesel ou por outros combustíveis não renováveis não vão poder entrar a qualquer hora do dia na região central de Londres.  De acordo com as autoridades locais, o índice de poluição da capital inglesa é maior do que o autorizado em toda União Europeia. Os índices de Óxido Nítrico – Nox, gerado a partir da queima do diesel, chamam atenção.
Segundo TfL – Transport for London, a gerenciadora de transportes da cidade, os ônibus respondem por 9,2% das emissões de óxido nítrico e os táxis por 7,2% .
O objetivo é mudar essa situação. Para isso Londres tem investido numa frota de ônibus elétricos-híbridos (com um motor a combustão e outro elétrico), 100% elétricos, movidos por bateria e novos sistemas para tornar os ônibus elétricos mais viáveis .
Os repórteres Avener Prado e Rafael Balago, da Folha de São Paulo, viajaram a Londres a convite da missão diplomática britânica no Brasil e relataram os esforços da capital inglesa para deixar o transporte público ainda mais sustentável.
Uma das inovações é um sistema de GPS que vai determinar que tipo de combustível o ônibus usa de acordo com o geoposicionamento do veículo. Nas áreas com maior concentração de poluentes, a tração será 100% elétrica. Onde a situação do ar é menos crítica, funciona o sistema híbrido.  Segundo Mike Weston, diretor da Transport for London TfL, um sensor vai identificar onde está o ônibus e, dependendo da  localização, troca a fonte de energia sem o motorista precisa fazer nada para isso.
Os testes começaram em novembro e um dos objetivos é justamente resolver um desafio sobre a tração elétrica em ônibus: a baixa autonomia das baterias.
Mike explicou aos repórteres a dificuldade em relação ao tempo que os veículos precisam para ser carregados com energia elétrica. Segundo ele, em Londres, os ônibus ficam cerca de 12 minutos parados no ponto final. Antes de iniciar a operação por oito horas, os modelos elétricos precisam ficar parados ao menos por quatro horas para terem o carregamento completo. Mike explica que, por esse modelo operacional, se o ônibus atrasar uma viagem não dá pra compensar o atraso ficando menos tempo no ponto final justamente por causa da bateria – que continuaria sendo descarregada. Assim, para minimizar este problema, Londres testa novos pontos de recarga elétrica sem fio nas paradas dos ônibus. Enquanto o veículo estiver aguardando a próxima viagem, ele recebe uma carga de bateria a mais para prosseguir viagem com maior autonomia. No Brasil, o E-Bus, ônibus 100% elétrico desenvolvido pela brasileira Eletra e a japonesa Mitsubishi, testado entre Diadema, no ABC Paulista, e a zona Sul de São Paulo, segue o mesmo conceito. A unidade testada é um ônibus articulado encaroçado pela Caio, com chassi Mercedes-Benz.
MAIS INVESTIMENTOS EM ÔNIBUS LIMPOS NO CURTO PRAZO E REFORMAS DE MOTORES:
Além de testar estes novos conceitos de operação de ônibus elétricos, como o sistema de GPS que determina a fonte de tração de acordo com a área de operação, Londres realiza investimentos para curto prazo. De acordo com a TfL, até o ano que vem 1 mil 700 ônibus elétricos e híbridos devem chegar a capital da Inglaterra em 2016. Já os ônibus a diesel mais antigos terão reformas de motores, mesmo continuando com esta forma de tração. Serão 900 veículos que devem passar por uma modernização. O investimento total para as reformas será de 10 milhões de libras, o que vale aproximadamente R$ 57 milhões. Com motores diesel mais modernos, também o objetivo é reduzir os índices de poluição.
Ônibus movidos a biodiesel e a hidrogênio também devem integrar a frota de veículos mais limpos.
Texto: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Reportagem: Avener Prado e Rafael Balago – Folha de São Paulo.

Caminhões Volvo transportam a magia do Natal

Pelo segundo ano, os caminhões Volvo ganham iluminação e decoração especial e levam a magia do Natal a milhares de pessoas. Os veículos da marca transportam a Caravana Iluminada da Coca-Cola, levando a bordo ninguém menos que o Papai Noel e personagens dos contos de Natal.
Até o dia 20 de dezembro, sempre aos sábados e domingos, a Caravana Iluminada vai partir de diferentes pontos da cidade de São Paulo, tendo como destino final a Árvore do Parque Ibirapuera. Além de São Paulo, a Caravana com os caminhões Volvo passa por diversas cidades do interior do Estado, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. O roteiro completo, com datas e horários pode ser conferido no site: https://natal.cocacola.com.br/
“A Caravana Iluminada Coca-Cola é um ícone mundial. Tecnologia transportando a magia do Natal, levando alegria e emoção por onde passa, encantando milhares de adultos e crianças”, afirma Solange Fusco, diretora de Comunicação do Grupo Volvo América Latina. 
Um dos veículos leva a representação do Conto de Natal da Coca-Cola, sobre a mobilização dos habitantes de uma pequena cidade para a construção de uma ponte que permitirá a chegada da Caravana de Natal. Este modelo conta com a presença de atores e robôs que darão vida aos personagens da história.
Outro caminhão, equipado com painel de LED, projeta mensagens de Natal enviadas pelo público. Além deles, mais quatro veículos transportam o Papai Noel, as renas e personagens dos contos de Natal, com sistema de som e iluminação especial.
“O Natal é um período especial, que leva alegria e esperança para as pessoas. E ter os caminhões Volvo na Caravana é uma forma muito especial de aproximar a marca de um público bastante diversificado, que não tem contato com os veículos no seu dia a dia”,  afirma Daniel Homem de Mello, gerente de marketing de caminhões da Volvo no Brasil.
Os caminhões que compõem a caravana são o que há de mais avançado no transporte de cargas no Brasil. Equipados com tecnologia inovadora  levam o transporte rodoviário de cargas à era digital, com veículos conectados e que permitem melhor interatividade homem-máquina.

A utilização dos caminhões Volvo no projeto Caravana Iluminada é fruto de uma parceria entre Coca-Cola FEMSA Brasil e a Volvo. Os modelos que compõem o projeto são o FH, FM e VM.
FONTE: Volvo

OPINIÃO – Transportes em Curitiba e região: vontade política e bom senso são fundamentais

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ONIBUS CURITIBA
Ônibus em Curitiba, sistema que foi referência de mobilidade em todo mundo, passa por crise. Trabalhadores, passageiros e até empresas de ônibus sofrem com a atual situação.
Passageiros, trabalhadores e empresas de ônibus ficam na dependência de respostas satisfatórias do poder público
ADAMO BAZANI
Nesta semana, mais uma vez a situação difícil enfrentada pelo setor de transportes de passageiros em Curitiba e região metropolitana veio à tona com a deflagração de uma greve parcial de motoristas e cobradores de ônibus pelo fato de algumas empresas não conseguirem ter depositado a primeira parcela do 13º  salário para os funcionários no dia 30 de novembro. E na próxima semana, pode haver mais greve.
Para quem cobre jornalisticamente o segmento de transportes, é uma situação até triste de acompanhar , afinal, o sistema de Curitiba e região metropolitana sempre foi referência de mobilidade urbana com os corredores exclusivos para ônibus BRT – Bus Rapid Transit, que são mais modernos e mais rápidos, e com as estações tubo que permitem o pagamento antecipado das tarifas. O modelo curitibano inspirou outros sistemas, como o BRT Transmilenio, de Bogotá capital da Colômbia, e os BRTs Transoeste e Transcarioca. no Rio de Janeiro.
Não é a primeira vez que a crise nos transportes da região vira notícia. As empresas de ônibus, estão descapitalizadas e enfrentam grandes dificuldades, desde de 2010, quando houve alterações na gestão dos transportes, devido ao não atendimento do novo contrato (segundo as empresas, que já impetraram várias ações judiciais para cumprimento deste) e devido a motivações políticas.
Em meio a tudo isso, sofrem os passageiros, que são os clientes dos serviços de transportes.
Os trabalhadores do setor de transporte são também as grandes vítimas dessa situação, já que não veem o seus direitos básicos como pagamentos de salários em dia e também de benefícios garantidos por lei sendo honrados por parte das empresas.
A tarifa técnica, que é o que realmente as empresas recebem por passageiro transportado, foi um dos destaques do noticiário.  Desde que foi criada em 2010, a tarifa técnica sempre foi maior que a tarifa paga pelos passageiros nas catracas.  Prova de que ela está defasada hoje, os usuários pagam R$ 3,30 e as empresas de ônibus recebem R$ 3,21 por usuário, sendo que o ideal, pelos cálculos das viações, seria R$ 3,40 para cobrir todos os custos dos transportes que são altos. Neste ano, a inflação superou a meta estabelecida pelo governo, que incluiu o aumento acumulado do óleo diesel de 15%.  Este valor de R$ 3,21 tem sido insuficiente, portanto, de acordo com o que alegam as viações.
O fato de se aumentar a tarifa técnica, num primeiro momento, não impactaria diretamente a tarifa paga pelos passageiros. A diferença seria coberta por subsídios para custear as integrações e também as gratuidades no sistema, que são muitas.
As empresas de ônibus dizem que não opõem as estas gratuidades para quem tem direito previsto por lei, mas precisam ser remuneradas justamente por esses serviços.
No Brasil, há uma cultura de se criticar de se criticar subsídios aos transportes públicos.
Em primeiro lugar, deve-se destacar que o subsídio não deve ser criado diretamente para as empresas e sim para proporcionar a continuação de benefícios para os passageiros e também para se garantir uma qualidade maior dos transportes. Para se ter uma ideia, na Europa, que possui uma das melhores malhas de ônibus e metrô do mundo, os transportes coletivos recebem subsídios de até 50% por parte do poder público. Um exemplo mais próximo, para evitar uma estrutura com terminais fechados visando a integração entre linhas de ônibus em qualquer ponto da cidade, a capital paulista que é o maior sistema de transportes da América Latina. Na cidade de São Paulo, cerca de 15 mil ônibus transportam diariamente 9 milhões de passageiros – é um sistema realmente muito grande. Existe o Bilhete Único, que permite que o passageiro num período de 3 horas use quatro ônibus diferentes pagando apenas uma tarifa e também pagando uma tarifa mais um pequeno acréscimo, pode utilizar o ônibus, o metrô e os trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. No entanto, só neste ano, o sistema de transporte de São Paulo vai receber quase R$ 2 bilhões de subsídios, sendo que Curitiba e Região Metropolitana estão gerando todo este problema no transporte, investindo menos de R$ 100 milhões ano. Considerando a proporcionalidade da demanda de passageiros de cada sistema, São Paulo investe quatro vezes mais do que é investido em Curitiba e Região Metropolitana.
Sim, é verdade que deve-se buscar sempre a eficiência do transporte coletivo para que os subsídios sejam cada vez menores. Isso é óbvio! Não se deve basear um planejamento de sistema de transportes em subsídios, mas a complementação de recursos também não pode ser encarada como um Bicho de Sete Cabeças.
O subsídio é um instrumento legal que garante justiça no sistema de transportes não apenas pelas gratuidades. Mas pense bem:  transportes são serviços que beneficiam a todos na sociedade, inclusive a quem não anda de ônibus, trem ou metrô. Já que transporte coletivo auxilia na redução do trânsito, traz benefícios até para quem anda só de carro. Os serviços transportam trabalhadores, beneficiando assim os empregadores, empresários e comerciantes de diversos tipos de negócios numa determinada região. Então é justo que, mesmo proporcionalmente, todos na sociedade paguem.
Uma das propostas discutidas é de que parte da Cide, que é a Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico, popularmente chamada de imposto do combustível por incidir sobre o etanol e a gasolina, por exemplo, seja usada para financiar as tarifas de transporte coletivo. A lógica é de democratização do uso do espaço urbano. Proporcionalmente, o motorista de um carro com um passageiro apenas ocupa mais de dez vezes o que o passageiro de um transporte coletivo usaria na cidade. Além disso, a poluição proporcional de um ocupante de carro em relação ao passageiro de ônibus é 9,6 vezes maior. Então, no entendimento, dos que defendem a aplicação da Cide para o transporte público, seria uma maneira de quem usa menos racionalmente a cidade e que polui mais, auxiliar o passageiro que opta pelo transporte público e  maior modicidade da tarifa poderia fazer com que mais pessoas sejam estimulada a usar os meios coletivos de deslocamento.
O que se pretende para Curitiba e região metropolitana é o bem comum: uma empresa de ônibus deve ter o retorno de seus investimentos e pelo seu trabalho a fim de continuar prestando serviço e também de aperfeiçoá-lo. Os trabalhadores têm direito ao seu justo salário e os seus benefícios. É inadmissível numa sociedade de direito, o trabalhador não ser reconhecido. Os passageiros têm direito ao transporte de qualidade, ônibus novos, linhas atualizadas e a um bom atendimento por parte do motorista e do cobrador. Transporte agora é um direito social, não é apenas um termo bonito para se falar nas tribunas e sim um serviço que deve ser obrigatoriamente disponibilizado para a sociedade.
Assim é necessário bom senso e vontade política dos administradores para que o do sistema venha a funcionar bem e beneficie a todos . Afinal, o transporte é coletivo
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Greve de ônibus em Curitiba e em Sorocaba

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Ônibus em Curitiba. Parte das empresas está sem operar.
Motivo, nos dois casos, e o não pagamento da primeira parcela do 13º
ADAMO BAZANI
Motoristas e cobradores de ônibus em linhas de Curitiba e região metropolitana, no Paraná, e em parte de Sorocaba, no interior de São Paulo, cruzaram os braços nesta terça-feira,1º de dezembro de 2015 porque as companhias onde trabalham não realizaram os depósitos da primeira parcela do 13º salário.
Em Curitiba, em torno de 15% dos serviços estão parados.
As empresas Campo Largo; Araucária e Cidade Sorriso e metade das linhas da Tamandaré não estão com os ônibus nas ruas. A Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., responsável pelo gerenciamento do sistema, ontem fez uma antecipação de recursos para o pagamento aos trabalhadores, mas o Setransp, sindicato das viações, disse que o dinheiro chegou às empresas depois do expediente bancário, não havendo tempo para depositar aos trabalhadores. As demais empresas operam normalmente.
SOROCABA:
Na região de Sorocaba, interior paulista, funcionários da Rápido Luxo Campinas e da Piracema também cruzaram os braços.
A Rápido Luxo Campinas liga Sorocaba a cidades como Araçoiaba da Serra, Itu, São Roque e Tatuí. São cerca de 250 trabalhadores parados, também pelo não pagamento do 13º salário.
A Piracema tem em torno de 150 trabalhadores e garagens em Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora e São Miguel Arcanjo .
Ambas prometem regularizar a situação.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes