Caio traz informações oficiais sobre o novo Mondego

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

novo modengo
Novo ônibus da Caio vai ser destinado para o mercado externo. Não há previsão confirmada para o Brasil
Modelo será destinado ao mercado externo. Primeira unidade é para o Chile
ADAMO BAZANI
Pesquisadores de transportes flagraram o ônibus no Brasil e logo houve muitas especulações não só entre os admiradores do setor, mas também profissionais, frotistas e demais fabricantes. Muitas informações foram adiantadas por alguns destes profissionais.
Nesta segunda-feira, 14 de dezembro de 2015, a Caio Induscar enviou nota à imprensa especializada, como o Blog Ponto de Ônibus, sobre o novo veículo.
Trata-se da nova versão do Mondego preparado para chassis de motor traseiro, desenvolvido para o segmento urbano e voltado inicialmente para o mercado externo.
A primeira unidade foi adquirida para prestar serviços no Chile e foi encarroçada sobre chassi Mercedes-Benz.
De acordo com a Caio, o veículo possui 13,1 metros de comprimento e pode transportar até 88 pessoas entre sentadas e em pé.
Em nota, a empresa dá outros detalhes do modelo. A Caio não informou se pretende comercializar o veículo no Brasil:
A Caio Induscar está lançando para o mercado externo a nova versão do Mondego, veículo de motor traseiro, desenvolvido para o segmento urbano.
A primeira unidade do novo Mondego foi adquirida por clientes do Chile, tradicional mercado dos produtos Caio, encarroçada sobre chassi Mercedes-Benz.
O urbano chega com linhas harmônicas e fortes. Com o objetivo de conciliar tecnologia com baixo custo de manutenção, vários itens foram projetados com essa finalidade, dentre eles: luz de posição dianteira em LED; espelho retrovisor fixado na coluna do veículo e arcos de roda compactados junto à carroceria.
Um grande diferencial do modelo é o conjunto óptico intercambiável entre outros modelos da marca Caio, diminuindo o custo de manutenção, reforçando a identidade da marca. Conta com porta tipo fole, para-brisa com nova curvatura para garantir maior visibilidade, novo cockpit e painel, entrada de ar forçada para a cabine do motorista, e placas de LED embutidas nos itinerários, o que facilita a visualização e aumenta a vida útil do componente.
O modelo possui rampas para facilitar o acesso de pessoas com necessidades especiais e espaço para acomodar cadeira de rodas, o que garante total acessibilidade.
As carrocerias possuem comprimento total de 13.150 mm e capacidade para transportar 32 passageiros sentados, incluindo portador de necessidades especiais, com lotação total de 88 pessoas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

BYD vai apresentar em São Paulo ônibus 100% elétrico de 15 metros

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus
Ônibus de 15 metros vai ser testado em São Paulo. Capacidade é para 95 passageiros.
De acordo com empresa, veículo tem autonomia de 265 quilômetros e pode operar em 90% das rotas de transporte coletivo com apenas uma carga noturna
ADAMO BAZANI
A fabricante chinesa BYD apresenta nesta quarta-feira, 16 de novembro de 2015, na região central de São Paulo, um ônibus 100% elétrico que depende apenas de baterias para funcionar com 15 metros de comprimento e três. As emissões de poluentes são zero durante a operação e o nível de ruído é baixo. As informações são da própria fabricante ao Blog Ponto de Ônibus.
O modelo K 10-A possui baterias de Fosfato de Ferro e, de acordo com a fabricante, tem uma autonomia de 265 quilômetros sem ar condicionado. Com o equipamento de refrigeração em funcionamento, a autonomia pode ser menor dependendo do trajeto.
A BYD já testou em São Paulo o K 9, de 12 metros, modelo que já circula em cidades do mundo, inclusive em Campinas, no interior de São Paulo, onde a fabricante instalou uma planta industrial. Também foi testado o K 11, ônibus de 18 metros articulado, que deve ter uma versão de carroceria com as especificações da SPTrans, gerenciadora de São Paulo, e em Porto Alegre, o K 7, um micro-ônibus  100% elétrico também roda experimentalmente.
Segundo a BYD, o veículo possui maior capacidade de passageiros com autonomia semelhante ônibus convencional. A lotação é de 95 passageiros, entre sentados e em pé, e o peso bruto é de 26 toneladas.
O veículo vai percorrer linhas de São Paulo.
CONFIRA A FICHA TÉCNICA:
k10-2
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.

Com novo CCO, MobiBrasil diz que quer se aproximar mais das necessidades dos passageiros

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

CCO
CCO na garagem da MobiBrasil traz informações em tempo real sobre as operações. Ações emergenciais em casos de problemas e planejamento com os dados do cotidiano auxiliaram na redução de multas e reclamações. Foto: Adamo Bazani
Sistema permite interação entre empresa e população por aplicativo. Empresa negocia com a CET acesso a imagens de trânsito para melhor controle dos serviços. Em Diadema, passageiro vai poder recarregar bilhete por celular
ADAMO BAZANI
Em funcionamento desde o início deste mês de dezembro de 2015, o novo CCO – Centro de Controle Operacional da empresa MobiBrasil, que atende na Grande São Paulo, a zona Sul da capital paulista e a cidade Diadema, no ABC, se propõe a ser mais que um instrumento de gestão de tráfego, mas tem o objetivo de ser um centro de inteligência para o planejamento de ações que possam melhorar o atendimento ao passageiro, envolvendo diversos setores da companhia. Quem explica é o diretor de tecnologia do Grupo MobiBrasil, Fábio Gamer.
“O CCO passa a informação em tempo real para a operação tomar decisões em relação a problemas no tráfego, como bloqueios de vias ou mesmo congestionamentos que possam causar grandes atrasos. Com base nos dados, nosso setor de operação já toma iniciativas como desvios de rotas ou reordenamento dos horários de partida. Mas muito mais que isso, a tecnologia nos fornece dados do cotidiano que podem ser analisados e revelar ações de melhoria que serão discutidas inclusive junto ao poder público” – conta Fábio.
O novo sistema foi desenvolvido em parceria com a empresa Cittati, que possui soluções para mobilidade, entre as quais, o CittaMobi, um aplicativo que informa trajetos, horários e previsão de chegada dos ônibus aos pontos, hoje presente em diversas cidades do país.
“O passageiro hoje quer informação sobre o sistema de transportes. A informação com qualidade, por meio de sistemas modernos, possibilita a previsibilidade, ou seja, saber quando o ônibus vai passar, quando sair de casa, quando sair do trabalho, da escola. Isso, por sua vez, gera confiabilidade no sistema de transporte coletivo, o que é essencial para atrair mais pessoas que hoje se deslocam de carro, sendo um papel importante para a mobilidade urbana. Comunicação é respeito para com o passageiro e o cliente da empresa de ônibus quer que a comunicação seja bilateral, ele quer ser ouvido também” – explicou o diretor-presidente da Citatti, Edson Issao Kuwabara.
Os dados que o CCO recebe vêm principalmente pelo GPS instalado nos ônibus. Mas o sistema também permite esta interatividade através do aplicativo de celular da Cittati. O passageiro, tanto em São Paulo como em Diadema, pode mandar feedbacks que também auxiliam no monitoramento e até no mapeamento das necessidades de determinadas linhas.
“Até mesmo e relação à segurança pública esta tecnologia pode ser aliada. Os passageiros em Diadema começaram a relatar locais onde ocorriam assaltos em pontos, principalmente na zona Norte da cidade. Levamos estas informações à polícia, o que ajudou a diminuir as ações criminosas” – exemplificou o gerente de CCO, Daniel Coelho.
A maior confiabilidade para os passageiros e o diagnóstico em tempo real dos problemas para ações rápidas resultaram de imediato, segundo o diretor de tecnologia da MobiBrasil, Fábio Gamer, em diminuição das multas por parte da SPTrans, no caso dos serviços municipais de São Paulo, e das reclamações dos passageiros.
“A linha 561N – Jardim Miriam / Praça D. Gastão tinha um número alto de reclamações, em torno de 46 por mês. Estamos quase zerando. Recebíamos uma multa a cada dois dias, agora o número também é próximo de zero. O monitoramento eficaz nos faz tomar ações de inteligência. Por exemplo, por causa do trânsito, é comum os ônibus formarem comboios, quando um veículo se atrasa e é alcançado pelo de trás. Isso é prejudicial ao passageiro, pois interfere na regularidade, o principal aspecto a ser analisado na prestação de serviços. Já estamos desenvolvendo um trabalho especial em outas linhas de São Paulo de grande demanda, como a 607C e a 6000. Se as multas e as reclamações diminuem substancialmente, é também um sinal de melhora.” – conta.
CCO, CÂMERAS DA CET E LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES
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Ônibus que presta serviço na zona Sul de São Paulo. Empresa opera em Diadema, Sorocaba e Pernambuco. Foto: Adamo Bazani
O CCO também usa as imagens das câmeras públicas da GCM – Guarda Civil Metropolitana da Capital Paulista.
Mas o uso de imagens deve ser intensificado. O diretor-executivo da MobiBrasil, Manoel Marinho, diz que a empresa conversa com a CET – Companhia de Engenhara de Tráfego para ter acesso às imagens das câmeras de monitoramento de trânsito.
A licitação dos transportes públicos na capital paulista, que deve remodelar os serviços na cidade pelos próximos 20 anos, prevê também a existência de um CCO para todo sistema. Manoel Marinho diz que o CCO implantado pela MobiBrasil vai continuar em operação mesmo com o novo centro previsto pelo certame.
“Na verdade, vai auxiliar o CCO previsto pela licitação com trocas de experiências e informações, assim como hoje fazemos com o SIM – Sistema Integrado de Monitoramento da SPTrans. O importante é somar dados. E este CCO nos permite uma melhor gestão dos nossos serviços. Hoje, ele integra os dados operacionais de São Paulo e de Diadema, mas em breve de todos os locais onde a MobiBrasil opera, como Sorocaba e Pernambuco” – conta Manoel Marinho.
A MobiBrasil tem no País mais de mil ônibus e transporta 700 mil passageiros por dia em parte da zona Sul da cidade de São Paulo, em Diadema, no ABC Paulista, em Recife e São Lourenço da Mata, Pernambuco, e no BRT da região metropolitana de Recife.
Em São Paulo e Diadema são 400 mil passageiros por dia. Em Diadema são 120 veículos municipais e 100 intermunicipais que ligam a cidade às vizinhas São Bernardo do Campo e São Paulo. Na capital paulista, são 440 veículos.
CCO
Monitoramento usa imagens de câmeras da GCM e empresa negocia com CET para ter acesso às imagens de câmeras de trânsito. Foto: Adamo Bazani
O QUE FAZER COM OS DADOS?
Ter acesso aos dados operacionais em tempo real é de extrema importância para agir em situações que exigem respostas rápidas, como trânsito acima do normal, bloqueios, acidentes entre outros fatores. Mas como são tomadas as decisões e o que fazer quando os dados chegam até a central de controle do sistema?
“Há protocolos de alertas de acordo com o problema e nível de gravidade. São determinadas previamente as ações e quais os setores da empresa serão envolvidos. Existem cores de protocolo: Verde quando a operação é normal, Amarelo quando já há problema, Vermelho quando este problema se agrava e a situação de crise. Há ações para cada tipo classificação de problemas e a atuação de equipes treinadas.” – explica a supervisora de CCO, Odenilda Nascimento.
Com ações rápidas e planejamento com base nos dados diários, a empresa estabeleceu uma meta de, no mínimo, 90% de pontualidade em São Paulo e 97% em Diadema.
“Pontualidade é importante, mas regularidade, com os intervalos constantes, é fundamental. Isso porque, em caso de atrasos, com informações em tempo real, podemos ajustar os intervalos e minimizar os impactos aos passageiros, que são nossos clientes” – disse o diretor de tecnologia da MobiBrasil, Fábio Gamer.
DIADEMA VAI TER RECARGA DE BILHETE POR CELULAR:
Os passageiros de ônibus de Diadema, no ABC Paulista, vão contar a partir do primeiro semestre do ano que vem com um sistema que permite a recarga da bilhetagem eletrônica por um celular.
Segundo, o diretor-presidente da Cittati, empresa que está desenvolvendo a tecnologia, Edson Issao Kuwabara, o aplicativo vai facilitar a rotina dos passageiros e pode contribuir com o aumento do uso da bilhetagem eletrônica.
“Quando se fala nestes dispositivos de tecnologia, é importante destacar que além de beneficiar os passageiros com facilidades, há outro benefício que é a diminuição dos custos do sistema de transportes. Hoje para se manter uma estrutura física de recarga é um custo muito alto. Já com as tecnologias que permitem a recarga pelo celular, os gastos acabam reduzindo o que permite mais recursos para investimentos em outras melhorias no sistema. Além disso, estimula o uso da bilhetagem eletrônica que traz vantagens como a diminuição do dinheiro em circulação nos ônibus e consequentemente a redução dos assaltos. Hoje o cartão SOU – Sistema de Ônibus Urbano, de Diadema tem uma taxa de utilização que poderia ser maior. Atualmente, 50% dos passageiros em Diadema usam bilhetagem eletrônica e em São Paulo são  mais de 90%” – disse
Ainda não há uma previsão da data exata, mas o executivo garante que os estudos já estão em andamento.
CCO NA PALMA DA MÃO E CONTROLE DE JORNADA:
CCO
Tablets usados por fiscais permitem acesso aos principais dados do CCO e interação entre os controladores da garagem e pessoal de campo. Foto: Adamo Bazani
Os fiscais na rua também têm acesso aos principais dados que podem ser conferidos pelos controladores na central que fica na garagem. Isso é possível pelo aplicativo CittaFis. Para os serviços da capital paulista, os fiscais contam com 12 tablets que possuem a ferramenta. Em Diadema, são 10 dispositivos móveis.
“É uma extensão do CCO para rua. É como se os fiscais tivessem o centro de controle em suas mãos. É muito importante esta interação entre o pessoal que monitora na garagem e os profissionais que estão nas ruas para decisões mais rápidas e acertadas”explica o supervisor de CCO, Edvaldo Santos.
O CCO também auxilia nas relações trabalhistas dentro da empresa.
Os funcionários da unidade que presta serviços em Diadema hoje contam com 100% de controle de jornada.
“Há uma integração entre as informações da escala automatizada e do GPS dos ônibus. Isso permite o acompanhamento do cumprimento das jornadas e o pagamento correto das horas extras. Por exemplo, se por algum problema operacional devido a bloqueio de via, o motorista extrapola a jornada, este tempo de hora extra pode ser verificado pela entrada do ônibus na garagem e a hora extra paga corretamente. Isso é transparência no relacionamento com os funcionários. Diariamente, os funcionários podem ver suas escalas e as informações de dois dias atrás” – explica Fábio.
Para São Paulo, a MobiBrasil também pensa em usar a ferramenta para controlar a jornada.
A empresa estuda, em parceria com a Cittati, um aplicativo para os motoristas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Ônibus iluminados irão abrir o tráfego para veículos na Avenida Paulista nos próximos domingos

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus natalino
Ônibus Natalinos terão trajetos especiais no fim de semana
Passeio será gratuito e quatro ônibus circularão em cada sentido da avenida. Outros 30 ônibus farão o trajeto entre o Pacaembu, Av. Paulista e 23 de Maio.

Nos dois domingos que antecedem o Natal, dias 13 e 20 de dezembro, os ônibus decorados com luzes natalinas transitarão pela Avenida Paulista em passeios gratuitos para a população. Os coletivos abrirão o tráfego para os veículos às 18h após a operação “Ruas Abertas”, que deixa livre a avenida mais charmosa da cidade para ciclistas, pedestres e atividades de lazer e cultura.

Os ônibus chegarão aos bolsões de espera às 17h. Serão dois itinerários, um com saída da Av. Bernardino de Campos e outro da Rua da Consolação, percorrendo toda a extensão da Paulista, quatro em cada sentido, indo até o Parque do Ibirapuera. Quem quiser aproveitar o passeio poderá utilizar o transporte público gratuitamente nesses veículos.

Outro passeio com os Ônibus Iluminados terá partida na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, com 30 ônibus. Eles chegarão ao local às 18h, com início da operação às 19h. Eles farão o trajeto Pacaembu, Av. Paulista, 23 de Maio, retornando ao Estádio. A entrada nos ônibus também será franca.

Os passageiros que quiserem aproveitar os coletivos gratuitos para desfrutar a cidade durante os domingos deverão embarcar e desembarcar nos pontos de parada habituais da cidade.

Os passeios são uma realização da SPTrans e da CET, com operação da SPUrbanuss.

Confira abaixo os itinerários:

Itinerário via Paulista, Rebouças, Brasil

Bolsão de espera: Rua Ramon Penharrubia (acesso a Av. Bernardino de Campos
Ponto Inicial: Av. Bernardino de Campos (esquina com rua do Paraíso)
Ida e volta: Av. Bernardino de Campos (esquina com a Rua do Paraíso), Av. Paulista, Túnel sob a Praça do Ciclista, av. Rebouças, Rua Henrique Schaumann, contorno, Rua Henrique Schaumann, Av. Brasil, contorno na Praça Armando de Sales Oliveira, Av. Pedro Álvares Cabral, contorno na Praça Escoteiro Aldo Chioratto (Árvore de Natal), Av. Pedro Álvares Cabral, Av. Brasil, Av. Rebouças, Av. Paulista, R. Des. Eliseu Guilherme, R. Abílio Soares, Av. Bernardino de Campos (esquina com a Rua do Paraíso).

Itinerário via Paulista, Brigadeiro

Bolsão de Espera: Rua Mato Grosso (atrás do Cemitério da Consolação)
Ponto Inicial: Rua da Consolação (esquina com Av. Paulista)
Ida e Volta: Rua da Consolação (esquina com a Av. Paulista), R. da Consolação, Av. Paulista, Av. Brigadeiro Luis Antonio, Av. Brasil, contorno na Praça Armando de Sales Oliveira, Av. Pedro Álvares Cabral, contorno na Praça Escoteiro Aldo Chioratto (Árvore de Natal), Av. Pedro Álvares Cabral, Praça Pastor Rubens Lopes, acesso, Av. Brigadeiro Luis Antonio, Alameda Santos, Rua Teixeira da Silva, Av. Paulista, R. da Consolação.

Itinerário via Pacaembú, Paulista, 23 de Maio

Ponto Inicial: Praça Charles Miler (em frente ao Estádio do Pacaembú)
Ida e Volta: Praça Charles Miler, Av. Des. Paulo Passaláqua, Praça Fagundes Varela, Rua Major Natanael, Av. Dr. Arnaldo, Viaduto Okuhara Koei, Rua da Consolação, Av. Paulista, Av. Bernardino de Campos, Rua Correia Dias, Rua Cubatão, Rua Tomás Carvalhal, Rua Coronel Oscar Porto, Praça Marjayoun, Av. 23 de Maio, Av. Pedro Álvares Cabral, contorno na Praça Armando de Sales Oliveira, Av. Pedro Alvares Cabral, Viaduto General Marcondes Salgado, Av. Pedro Álvares Cabral, Av. 23 de Maio, Rua Estela, Praça Dr. Afrodísio Vidigal, Av. Bernardino de Campos, Av. Paulista, Av. Dr. Arnaldo, Rua Major Natanael, Rua Rua Itajobí, Capivari, Rua Itápolis, Praça Charles Miler.

Especialista da ANTP defende mais atenção ao pedestre no planejamento de corredores de ônibus

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

onibus
Transoeste no Rio de Janeiro. Início das operações no corredor de ônibus foi marcado por dez mortes em atropelamentos. Foto: Douglas Shineidr – Jornal do Brasil.
De acordo com a presidente da Comissão Técnica “Mobilidade a Pé e Acessibilidade” da Associação, pequenas intervenções poderiam deixar BRTs mais seguros
ADAMO BAZANI
Estudos do Centro para Cidades Sustentáveis da Embarq, associação internacional que reúne especialistas, e do Banco Mundial mostram que a implantação de BRT pode auxiliar na segurança viária de uma determinada região.
No entanto, ainda são comuns acidentes, principalmente atropelamentos, nos corredores exclusivos de ônibus.
Um dos exemplos foi no Rio de Janeiro. No início da implantação dos corredores diversas pessoas foram atropeladas, inclusive gerando protestos por parte de moradores que chegaram a bloquear via e danificar ônibus. No primeiro ano de operação do Transoeste. No primeiro ano de operação do sistema, dez pessoas morreram atropeladas pelos ônibus.
Mas é uma questão de população acostumar com o BRT, criando uma cultura de respeito aos espaços e sinalizações, ou também os projetos podem ser melhores?
Blog Ponto de Ônibus conversou por e-mail com a presidente da Comissão Técnica “Mobilidade a Pé e Acessibilidade”,  da ANTT – Associação Nacional dos Transportes Públicos, Meli Malatesta.
A comissão ajuda gestores públicos na formulação de políticas para melhorar os deslocamentos não motorizados, por exemplo, como contribui com o Plano de Mobilidade da Capital Paulista.
De acordo com Meli Malatesta ,os planejamentos de corredores com soluções simples aumentariam a segurança das pessoas que precisam pegar os ônibus ou de quem simplesmente passa ao entorno.
Ela também defende que os planejamentos de malhas de transportes levem mais em consideração a complementação de viagem a pé com foco na necessidade de pedestres, inclusive, dos que possuem mobilidade reduzida.
“Os corredores e faixas exclusivas de ônibus em si caracterizam uma situação atípica de circulação veicular e esta característica pode acarretar algumas situações de perigo potencial para seus usuários pela produção de falsos cenários de oportunidades de acesso para quem caminha gerando insegurança de tráfego.” 
Com apoio de diversos movimentos em prol de circulação mais segura, a comissão técnica auxiliou na formulação do documento PAC Mobilidade Ativa para consolidar políticas de estímulo aos deslocamentos não motorizados nas cidades brasileiras.
Acompanhe entrevista na íntegra abaixo
Dentro do contexto de que os deslocamentos a pé são os mais importantes numa cidade, já que têm relação com outros elementos na mobilidade urbana, como, na prática, os planejamentos e execução dos serviços de transportes coletivos, metroferroviários ou por ônibus, podem melhorar a condição do pedestre?
Certamente.  Muitos planejadores das redes dos sistemas de transporte público coletivo só pensam no seu cliente imediato, o passageiro, como se ele tivesse aflorado diretamente do subsolo nas paradas, estações e terminais.  Não imaginam que para acessar estes elementos dos sistemas seus usuários percorrem a pé um trajeto complementar cuja extensão muitas vezes lhes toma mais tempo do que a própria viagem em si.   Da mesma forma estes planejadores devem se deter no conhecimento e entendimento das necessidades das pessoas que caminham, lembrando que o termo pedestre abrange também as pessoas com restrições de mobilidade e em situação de deficiência física uma vez que as redes de transporte coletivo são polos de atração e geração de viagens a pé.
Pela experiência como presidente da Comissão Técnica “Mobilidade a Pé e Acessibilidade” da ANTP, o que a senhora pode falar sobre os modelos de faixas de ônibus, corredores de ônibus simples e BRTs já em operação ou que devem ser entregues à população? Eles contemplam os pedestres ou, em sua maioria, têm se limitado a ser planos de vias para ônibus sem pensar na segurança de quem está ao entorno? Perguntamos isso porque recentemente, por exemplo, os BRTs do Rio de Janeiro se destacaram pelo número de atropelamentos, em especial no início de operação.
Os corredores e faixas exclusivas de ônibus em si caracterizam uma situação atípica de circulação veicular e esta característica pode acarretar algumas situações de perigo potencial para seus usuários pela produção de falsos cenários de oportunidades de acesso para quem caminha gerando insegurança de tráfego.  Uma delas diz respeito, por exemplo  ao acesso de pedestres às paradas de corredores de ônibus com paradas situados nos canteiros centrais.  Muitos destes acessos podem ser feitos somente por faixa de travessia de pedestres semaforizadas situadas no meio da quadra.  Usuários que se originam das vias transversais muitas vezes não conseguem visualizar estas travessias e tentam acessar estas paradas atravessando as faixas de pedestres que são normalmente situadas nas esquinas e depois tem que pisotear vegetação existente ou se espremer junto aos gradis que são instalados até o local onde está a parada, ou mesmo invadir a faixa onde circula o ônibus em situação de alto risco.  Tudo isso porque quem faz o projeto vê o local de cima, em “planta” e quem o utiliza o vê de frente, na altura do olhar.  Outra situação que também implica em risco é a programação semafórica que ao privilegiar o próprio transporte coletivo sujeita seus usuários que ainda estão a pé a longas esperas e tempos de travessia restritos que impossibilitam completar toda a extensão de via a ser atravessada numa só etapa.  Esta situação de desprivilegio para o passageiro que ainda está a pé induz ao desrespeito fazendo-o preferir se arriscar numa travessia perigosa a perder seu ônibus que se aproxima.  Enfim, ao se planejar estruturas de privilégio ao transporte coletivo não se pode esquecer do seu principal motivo:  o passageiro que ainda é um pedestre.
E a condição dos pontos de ônibus? Constantemente surgem notícias de pessoas que morrem atingidas por carros enquanto estavam aguardando o ônibus. Como melhorar a segurança do pedestre que espera o transporte no ponto?
Os locais escolhidos para acomodarem os pontos de ônibus devem apresentar condições suficientes para acomodar de forma segura  e confortável seus usuários, considerando-se sempre o horário de maior concentração de pessoas.  Além de largura suficiente, boa visibilidade, piso regular sempre em boas condições, revestimento antiderrapante, boas drenagem, cobertura e iluminação, outros cuidados com o trânsito motorizado devem ser tomados como sinalização apropriada e outros elementos para redução da velocidade do tráfego geral.

É possível desenvolver trabalhos para a melhor capacitação de motoristas de ônibus sobre a segurança de pedestres e ciclistas e como fazer isso? Aparentemente, apesar de todas as campanhas, ainda é forte a sensação de que há uma disputa de espaço nas cidades?
Capacitação dos motoristas de ônibus, cobradores, fiscais, enfim de todos os profissionais envolvidos com o planejamento, projeto e operação dos  sistemas de transporte coletivo são sempre necessárias e bem vindas até para abrandar esta situação de disputa pelo espaço público destinado à mobilidade nas cidades brasileiras, sensibilizando-os para os usuários mais vulneráveis da via: ciclistas e sobretudo pedestres.  Tenho informação que muitas cidades, inclusive São Paulo já começaram este trabalho.

Como também tornar os pedestres e ciclistas mais disciplinados e respeitosos? A sensação é que muitos ao saberem que são prioridade pensam que podem tudo no trânsito.
A Educação de Trânsito e Cidadania como matéria obrigatória nas escolas é essencial para preparar as pessoas para compartilhar com segurança e harmonia o espaço  público das cidades destinado à mobilidade.  Infelizmente a  legislação que indica como as pessoas devem compartilhar estes espaços, ou seja o CTB – Código de Trânsito Brasileiro, que institui os direitos e os deveres dos usuários do sistema viário, não é totalmente explorado  nem no único momento em que é ensinado, os usuários da via que têm oportunidade de conhecê-lo, ou seja,  os usuários habilitados, que tiram a CNH.  Os Centros de Formação de Condutores se detém mais em apontar o que os motoristas podem fazer nas vias do que prepará-los para compartilhar estes espaços para os que não necessariamente conhecem essa lei,  que são os usuários mais vulneráveis da via: ciclistas e pedestres.   E estes por sua vez assumem posturas de “quem pensam que podem tudo no trânsito” porque não confiam no respeito pelos motoristas aos seus direitos mais básicos, ao ponto de inventarem um gesto de mão para que os motoristas daqui obedeçam o que já é proposto pela lei: a prioridade do pedestre que atravessa na faixa.

Conte um pouco mais do PAC Mobilidade Ativa e como ele pode melhorar circulação das pessoas, se as propostas foram seguidas. Não existe hoje nenhum financiamento do PAC para os deslocamentos a pé e de bicicleta?

Nosso trabalho como setor da sociedade civil que atua no sentido de proporcionar à Mobilidade a Pé a importância que ela merece na divisão dos espaços e do tempo das áreas públicas das cidades brasileiras destinadas à mobilidade juntamente com outras entidades parceiras que realizam o mesmo trabalho como a Associação Cidadeapé, Corridaamiga, Sampapé, entramos como parceiros das entidades brasileiras de cicloativismo na criação de um documento com a proposta do PAC Mobilidade Ativa como forma de consolidar políticas de estímulo à Mobilidade Ativa nas cidades brasileiras através da obtenção de recursos para a implantação e consolidação destas redes.  A Lei Federal da Mobilidade Urbana (lei federal 12.587/2012) institui a obrigatoriedade de Plano Diretor de Mobilidade aos municípios que busquem recursos do governo federal para serem aplicados em mobilidade urbana, institui a obrigatoriedade da priorização da mobilidade não motorizada, ou mobilidade ativa, nestes planos.
Quais as contribuições da Comissão para o Plano de Mobilidade de São Paulo?
A Comissão Técnica de Mobiliade a Pé e Acessibiliade da ANTP tem atuação nacional e neste ano contribuiu para a consolidação do assunto Mobilidade a Pé no PlanMob de São Paulo através da elaboração de um documento contendo uma análise crítica da proposta preliminar elaborada pela SMT – Secretaria Municipal de Transportes.  As indicações e necessidades apontadas neste documento, posteriormente enviado à SMT,  foram em grande parte aproveitadas na elaboração de sua revisão que atualmente encontra-se em fase final de discussão junto às entidades representativas anteriormente mencionadas além da ANTP.
8)      Recentemente, você se machucou andando em São Paulo. Como e onde foi isso? E, num olhar de técnica e cidadã, faça uma avaliação de como é caminhas na cidade?
Fraturei o tornozelo esquerdo torcendo-o violentamente ao pisar numa irregularidade de uma calçada situada num bairro paulistano central e de alto poder aquisitivo.  Estava calçando tênis, então o tipo de calçado não colaborou para a ocorrência do acidente, o problema foi a má condição da calçada mesmo.  Este acidente me obrigou a uma imobilização total de 2 meses e atualmente estou em imobilização parcial com fisioterapia.  Além das consequências indesejáveis do acidente em si, tive grande prejuízo material ao ter que abrir mão de muitas atividades profissionais.  Assim como eu várias pessoas passam pela mesma situação nas cidades brasileiras acarretando um enorme prejuízo ao SUS e suas vidas pessoais em decorrência de um problema muito sério, mas de solução simples e barata.  Este tipo de acidente, que não entra nas estatísticas de trânsito brasileiras e supostamente em nenhum país do mundo, gera mais atendimento em prontos socorros em todo o país do que os outros tipos de acidentes de trânsito.  A “deseconomia” gerada atinge valores monetários altíssimos e poderia ser evitada com medidas muito simples e de baixo custo.  A legislação adotada para a construção e manutenção de calçadas em São Paulo e na maioria das cidades brasileiras que institui ao poder privado a construção e manutenção das calçadas e ao poder público sua fiscalização já se mostrou ineficaz e injusta para com a Mobilidade a Pé uma vez que a pista por onde circulam os veículos e de inteira responsabilidade do poder público.  Esta diferença de tratamento dos espaços públicos destinados à mobilidade urbana e a indiferença do poder público e da sociedade civil para este problema aponta a pouca valorização que é atribuída à caminhada , desestimula sua prática e induz a uma cidade desigual, não democrática e perigosa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Ministério dos Transportes autoriza oficialmente transferência da Kaiwoa para a Catarinense

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

kaiowa
Ônibus da Expresso Kaiwoa, cuja transferência da empresa foi autorizada para a Catarinense.
É mais um movimento no mercado de ônibus rodoviários que está prestes a ser remodelado por novo tipo de autorização de serviços
ADAMO BAZANI
O tabuleiro de xadrez das empresas de ônibus rodoviárias teve mais uma jogada.
O Ministério dos Transportes, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, autorizou a transferência societária da Expresso Kaiowa, que atende o Sul e o Sudeste, para Auto Viação Catarinense, que opera nas mesmas regiões.
Pertencente até então ao grupo da Penha e Expresso Maringá, ligadas à família de Constantino de Oliveira, fundador da Gol Linhas Aéreas, desde 2008, a empresa Kaiowa foi criada em 2001 pelo grupo da Itapemirim.
Já a Auto Viação Catarinense é a empresa de ônibus rodoviária mais antiga do país em operação, fundada em 1928. Desde 1995, faz parte do grupo JCA, dono de empresas como Auto Viação 1001, Expresso do Sul, Rápido Ribeirão e Viação Cometa.
A mudança ocorre prestes a mais um mais um capítulo da novela das concessões das linhas de ônibus rodoviárias, que envolve cerca de dois mil trajetos. Desde 2008, há um verdadeiro impasse entre as empresas e a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres sobre como deveria ser o modelo do sistema de linhas interestaduais e internacionais com extensão acima de 75 quilômetros. A ANTT inicialmente queria dividir o sistema em 54 lotes para 16 grupos. As empresas de ônibus resistiram e conseguiram que as concessões fossem feitas por linhas individualmente a exemplo do que ocorre com o mercado de Aviação Civil.
Entre as notícias mais recentes do mercado destas linhas, uma das que chamam a atenção foi a incorporação de 68 linhas importantes da tradicional Itapemirim pela Viação Kaissara em 04 de junho de 2015.
No dia 05 de novembro de 2015, uma parceria da Ouro e Prata e Planalto, empresas do Sul do País, assumiu 43 linhas que eram originalmente operadas pelas empresas Real e Reunidas (Caçador) que atendem 64 cidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
No ano passado, a compra da Garcia pela Brasil Sul também foi considerado um movimento importante no mercado.
Segue abaixo a resolução sobre a Kaiwoa e a Catarinense:
RESOLUÇÃO Nº 4.951, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2015 Concede anuência prévia para transferência do controle societário da autorizatária especial de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros Expresso Kaiowa S/A. A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, no uso de suas atribuições, fundamentada no Voto DSL – 072, de 2 de dezembro de 2015, e no que consta do Processo nº 50500.327190/2015-31, resolve Art. 1º Conceder anuência para a operação de transferência do controle societário da autorizatária especial de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros Expresso Kaiowa S/A para a Auto Viação Catarinense Ltda. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. JORGE BASTOS Diretor-Geral
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes