Fonte: Mobilidade em Foco (Facebook Fanpage)
Fotos: Eugênio Ilzo da Silva/Michel dos Santos/ Adriano Minervino
Fotos: Eugênio Ilzo da Silva/Michel dos Santos/ Adriano Minervino
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Bem, foi empregado a tecnologia denominada de Turbocompound. Trata-se do mesmo motor que equipa o caminhão R 470. O Turbocompound dá um salto na potência do motor de 12 litros. E isso sem gasto adicional de combustível em relação a potência de 420 cv, que é a potência original desse motor.
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Nacional, do Grupo Gontijo |
No início de 2012, a Scania foi a primeira montadora brasileira a vender no mercado brasileiro caminhões e ônibus com motores dotados da tecnologia Euro 5, Proconve P7. No segmento de ônibus rodoviários, os chassis da Série K, priorizam conceitos de conforto e segurança, com custos operacionais reduzidos e baixa manutenção. Dotado de tecnologia de ponta, os chassis Scania contam, na suspensão, com o Controle Eletrônico de Nível/ELC, sistema que controla a suspensão a ar e ajusta o nível do chassi, compensando as irregularidades do terreno. Para o motorista, a comodidade de poder contar com volante multifunção, com comando de áudio, rádio/CD, volume; regulador de quatro posições do Cruise Control (piloto automático), para ativar, desativar, dispondo do programa de velocidade; e comandos para navegar o menu de opções do computador de bordo.
O pioneirismo da Scania em ser a primeira montadora no Brasil a lançar produtos dotados de tecnologia Euro 5, aliado a itens de série que antes eram opcionais, como o câmbio automático Opticruise, freios ABS, 120 mil quilômetros de ARLA 32 grátis, o poderoso sistema de frenagem Retarder. E o chassi Scania K 440, pra ônibus, com todas as inovações, vem disputando o mercado de maneira firme e é um sucesso de vendas, passando a ser a grande opção de inúmeras empresas, como, por exemplo, a Viação Catarinense, cujos chassis Scania seguem sendo os preferidos nas compras desde o ano de 2010, nas versões K 340, K 380, K 420 (Euro 3); K 360, K 400 e K 440 (Euro 5).
No entanto, na faixa de cima, o chassi com motor mais potente, é da Volvo, com o B 450 R. Agora, com o lançamento do K 470, a Scania estaria prestes a ultrapassar a rival sueca em 20 cv de potência. E com um motor mais “engenheirado”, pois enquanto a Volvo extrai 450 cv num bloco de 13 litros, a Scania estaria alcançando 470 cv num motor de 12 litros. Isso é tecnologia, que exige investimentos, milhares de dólares empregados em horas e horas de engenharia, em ferramental, em horas de testes de laboratórios, em testes de “campo”.

Agora, com o K 470, a Gontijo, pula uma etapa, pois não tem na frota o chassi K 440 lançado no final de 2011. Ocorre que em 2012 a empresa não comprou ônibus novos. E agora, na nova aquisição, estaria relegando o K 440 e indo direto para o K 470. Imagina-se a relação peso/cv do K 470 tracionando a carroçaria Paradiso 1200. É muita potência, fica um veículo superdimensionado para o fim proposto. Além do superdimensionamento de potência, outra ressalva é o fator “custo de aquisição”, que é muito alto. Para a carroçaria Paradiso 1200 o chassi Scania K 400 fica de bom tamanho. Grupos motopropulsores com 420, 440, 450 e agora 470 cv são potências indicadas para as carroçarias LD e DD. Fica difícil e mais alongado o prazo de amortização do investimento de um chassi tão potente na planilha de custos do operador. Em outras palavras, dinheiro jogado fora.
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Comil Campione HD |
E, verifica-se, as carroçarias dos modelos LD (Low Driver) e DD (Double Decker), continuam a não fazer parte dos planos de aquisição da diretoria da Gontijo, que parece querer padronizar suas carroçarias em torno do modelo Paradiso 1200 e ter a Marcopolo como fornecedora oficial. Assim como já foi a Busscar e os modelos El Buss 340 entre 1990 a 1997 e Jum Buss 360 de 1998 a 2008. Com a aquisição, a Gontijo, que comenta-se deverá receber até julho do próximo ano 300 novos ônibus, pretende ter, entre as grandes empresas, a frota de menor idade média e, com isso, entrar firme na disputa das principais linhas rodoviárias assim que o governo federal lançar a nova licitação, onde a idade média da frota será um dos requisitos da avaliação.
Outro requisito essencial nesta licitação é capital de giro, para comprar as linhas licitadas. Nesse item, com certeza, a Gontijo estará muito bem preparada e poderá sair da licitação muito maior do que é hoje, com novas linhas. Já empresas como a Itapemirim, com frota velha, endividada, não sabemos se terá o fôlego necessário para entrar firme no processo licitatório e enfrentar Grupos como o Gontijo, JCA e Áurea. De repente, a empresa poderá sair drasticamente reduzida de tamanho do certame que se espera que ocorra em 2015.