Produção: Ônibus com o pé no freio

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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Produção de ônibus tem queda acumulada de 17,7% trimestre, diz Anfavea
Já os licenciamentos registraram baixa de 24,8%, mostrando ritmo muito baixo da economia brasileira
ADAMO BAZANI – CBN
A desaceleração econômica no Brasil, após desequilíbrios fiscais, corrupção envolvendo nomes ligados ao Governo Federal, medidas ineficientes da equipe da presidente Dilma Rousseff, continua afetando o nível de INVESTIMENTOS, o que traz impacto direto na indústria de bens de capital, como a de ônibus e caminhões.
Os números sobre o desempenho do setor de automóveis divulgados nesta terça-feira, 07 de abril de 2015, pela Anfavea são mais dados que mostram que ainda estão sendo em vão as ações da equipe econômica para fazer o Brasil voltar a crescer novamente.
Ônibus e caminhões não são bens de consumo. Eles refletem como as indústrias de diversos setores estão investindo e como estão vendendo, movimentos que interferem na circulação de pessoas e mercadorias que tende a ser menor quando a economia não está bem.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, no primeiro trimestre deste ano, a produção de caminhões encolheu 49,3% com 21 mil 696 unidades, na comparação com o mesmo período do eleitoral 2014, quando foram fabricados 42 mil 794 caminhões.
Já a indústria de ônibus produziu menos 17,7% no acumulado do trimestre frente aos três primeiros meses de 2014. Foram 8 mil 137 veículos de transporte coletivo até o final do mês passado contra 9 mil 881 de janeiro a março de 2014.
Os números aumentam ainda mais a preocupação de empregadores e trabalhadores. Hoje uma significativa parte das montadoras e encarroçadoras que fez algum tipo de ajuste na produção e com a mão de obra é formada por indústrias do setor de veículos pesados, como Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen/MAN, Ford e Marcopolo. As medidas incluem suspensão de contratos de trabalho (lay off), PDVs – Programas de Demissões Voluntárias, redução na jornada de trabalho, seja em horas, dias da semana ou do mês.
No caso dos ônibus, outras questões além do baixo desempenho da economia brasileira influenciam. As licitações dos transportes no Brasil são, de uma maneira geral, tumultuadas e muito mais políticas que técnicas. Há um cenário de insegurança para INVESTIR. Vencer a licitação não significa operar em paz. Operadores que não são apoiadores políticos de prefeituras acabam sendo perseguidos pelas administrações municipais que desejam favorecer o perdedor no certame, mas que foi apoiador financeiro da campanha ou mesmo do bolso pessoal dos integrantes de tais administrações. Se não há a costumeira má-fé política, aparece a também costumeira incompetência de gestores que não sabem elaborar sequer um edital.
As obras de mobilidade também são sinais que muita coisa errada neste país é paga com empregos e perda de qualidade de vida de trabalhadores. Muitas obras previstas para a Copa do Mundo, que tiveram liberação de recursos mais facilitada pelo tal RDC – REGIME Diferenciado de Contratações, só vão ficar prontas depois das Olimpíadas de 2016 e, olhe lá.
Estas obras demandariam mais caminhões no setor de construção civil e mais ônibus novos de alta capacidade que iriam circular por elas, como é o caso dos corredores BRTs.
O segmento de ônibus urbanos, o que representa a maior fatia de mercado, é o mais prejudicado. De acordo com a Anfavea, a queda acumulada no trimestre foi de 19,7%. Nos três primeiros meses deste ano deixaram as linhas de montagem 6.581 veículos deste tipo. Em semelhante período do ano passado, foram 8 mil 192.
Em relação ao segmento de rodoviários, houve no mês passado uma esperança pela retomada do processo de concessão de quase duas mil linhas interestaduais e internacionais da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, mas não o suficiente para reverter a trajetória de queda. Foram produzidos 1.556 rodoviários entre janeiro e março de 2015 ante 1.689 de igual período de 2014.
LICENCIAMENTOS:
Baixa produção por causa de baixa venda. A regra básica da economia é mostrada nos números de licenciamentos.
A queda no setor de caminhões foi de 36,2% com 18.964 veículos de carga emplacados neste primeiro trimestre. No período de 2014, foram 29.718.
O setor de ônibus teve baixa de 24,8% dos licenciamentos no acumulado do trimestre. Entre janeiro e março do ano passado, foram emplacados 6.927 veículos de transporte coletivo e neste ano o número foi de 5 mil 207.
As marcas de ônibus se comportaram da seguinte maneira no primeiro trimestre deste ano:
1ª) Mercedes-Benz: 2.480 veículos – queda de 11,5% em relação ao período de 2014.
2ª) MAN/Volkswagen Caminhões e Ônibus: 1.294 veículos – queda de 28,5% em relação ao período de 2014.
3ª) Agrale (contabilizando miniônibus Volare): 661 veículos – queda de 53,9% em relação ao período de 2014.
4ª) Iveco (contabilizando miniônibus Cityclass): 384 veículos – alta de 63,4% em relação ao período de 2014.
5ª) Volvo: 323 veículos – queda de 25,1% em relação ao período de 2014.
6ª) Scania: 46 veículos – queda de 77,8%
EMPREGOS:
A repórter Annie Zanetti esteve com o presidente da Anfavea, Luiz Moan. Em um ano, as montadoras já demitiram 15 mil trabalhadores:
Sugestão Cabeça: Cerca de quinze mil trabalhadores foram demitidos das montadoras brasileiras de automóveis em um período de um ano. Segundo levantamento divulgado pela Anfavea, a queda nas vendas influenciou o resultado. A associação prevê baixa de 13,2% nos emplacamentos de veículos em 2015. Também foi reduzida a projeção de produção total de automóveis. Segundo a entidade, a queda deve ser de 10% este ano.
Quase 15 mil pessoas foram demitidas das montadoras brasileiras entre março de 2014 e 2015.
No ano passado eram 155 mil e 511 funcionários e no último mês, 140 mil 851 trabalhadores.
As demissões estão relacionadas à atuação do setor, de acordo com a Anfavea, entidade que abriga as montadoras instaladas no país.
Nesta terça-feira, a associação fez uma revisão drástica nas expectativa de desempenho para o ano.
De acordo com a entidade, a estimativa para 2015 é de queda de 13,2% de vendas no total, com 12,3% em carros e 31,5%, no caso de caminhões e ônibus.
Também foi reduzida a projeção de produção total de veículos. Segundo a Anfavea, haverá queda de 10% neste ano, sendo 9,3% de baixa, para carros, e 22,5%, no setor de caminhões e ônibus.
As projeções anunciadas em janeiro, apontavam para estabilidade das vendas em 2015 e aumento de 4,1% da produção
As estimativas foram revisadas por causa dos resultados negativos no primeiro trimestre.
A produção de veículos registrou queda de 16,2% na comparação com os primeiros três meses do ano passado. No período, foram produzidas 253 mil unidades, frente a 272 mil no mesmo mês de 2014.
As vendas também tiveram queda de 17%.
Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan, o desempenho está relacionado a queda no Nível de confiança dos INVESTIDORES e dos consumidores.
Sonora
Para o dirigente, os ajustes fiscais do governo federal devem começam a surtir efeito a partir do segundo trimestre, que segundo ele será difícil, mas não tanto quanto o primeiro.
A Anfavea divulgou ainda números sobre o estoque, que aumentou de 329 mil em fevereiro para 360 mil unidades em março. O suficiente para 46 dias de vendas, ante 42 dias no mês anterior.
De São Paulo, Annie Zanetti
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Judiciário manda guinchar dezenas de ônibus da Viação Itapemirim


A Viação Itapemirim já esteve entre as maiores empresas de transporte da América, e já chegou a ser a maior do Brasil. Em outras épocas, ao lado da Fábrica Itapuã, os maiores empregadores do município de Cachoeiro de Itapemirim-ES. A cidade não se orgulhava apenas por ser a terra de Rubem Braga e Roberto Carlos, mas, também por ser sede da maior empresa de transporte do país, liderada empreendedor Camilo Cola.
O tempo passou e após alguns escândalos, como o do “Grampo” e da disputa judicial familiar, a empresa vive um de seus piores momentos financeiros da história, praticamente falida. A justiça realizou uma “busca e apreensão” a dezenas de ônibus da empresa e recolheu.
Desde a semana passada, durante as buscas, a justiça está focando nos ônibus da marca “Volvo” que são carros com maior valor no mercado, por serem automáticos e de frotas mais novas, porém, os carros mais inferiores não estão sendo deixados de lado, estão fazendo uma verdadeira "limpa" na empresa.
Segundo funcionários, que preferem não ser identificado, o FGTS não é depositado desde o final de 2012, o plano de saúde é cortado e reativado diversas vezes.

A última batida que o Ministério Público realizou na Viação, após analisar as jornadas fixas de intra jornadas do ano de 2014, obrigou o repasse de um valor que varia de 1.500,00 a 3.000,00 para os motoristas, referente aos cálculos de hora extras pendentes. 
Segundo os mesmos, os motoristas são contratados e recebem em casa, pois a empresa não tem uniforme para fornecer. Os funcionários internos, cansados de esperar o uniforme anual, agora trabalham com suas próprias roupas.
“O meu medo não é ser mandado embora, é de não receber o tempo de casa. Se hoje a Viação Itapemirim tem sua frota nova de modelos G7 série 60 mil, " graças a um grupo chamado Júlio Simões que tem 49%das ações em troca dos ônibus” afirmou.
Como é possível ver nas imagens, os ônibus possuem placa de Mogi das Cruzes-SP. Estão comprados em nomes de laranjas, pelo fato da Viação Itapemirim não ter crédito nem ao menos para adquirir peças de manutenção.

Maioria dos terminais de ônibus do Rio não obedece a todos os critérios técnicos e de estrutura mínima

Em Cascadura, há abrigos com assentos, mas não são suficientes para o movimento do terminal
Em Cascadura, há abrigos com assentos, mas não são suficientes para o movimento do terminal Foto: Guilherme Pinto / Extra
Geraldo Ribeiro
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A prefeitura repassou para o Rio Ônibus, que representa as empresas de ônibus, em setembro de 2006, por decreto, a gestão de 25 terminais rodoviários do município, com a promessa de melhorar o atendimento aos usuários. Por quatro dias, o EXTRA visitou todos, inclusive os criados após o decreto, e encontrou problemas de acessibilidade, falta de banheiros, de cobertura e de assentos. Em resposta, a Secretaria municipal de Transportes enviou fotografias que, de um ângulo favorável, não mostram as dificuldades e o desconforto enfrentado por passageiros e rodoviários.
Terminal da Ribeira, na Ilha do Governador, só tem cobertura e assentos numa das três
Terminal da Ribeira, na Ilha do Governador, só tem cobertura e assentos NUMA das três Foto: Guilherme Pinto / Extra
Para a secretaria, o Terminal da Ribeira, na Ilha, por exemplo, tem cobertura e acessibilidade. Mas, das três baias para ônibus, só uma é coberta e tem quatro bancos de cimento. E, das cinco rampas para cadeirantes, uma está obstruída por pedregulhos e buracos; outra tem desnível acentuado e acumula água da chuva.
— Aqui era o antigo terminal de bondes. A população cresceu, e nada mudou por aqui — disse o técnico em eletrônica Carlos Alberto Parucker, de 58 anos.
A secretaria e o Rio Ônibus afirmam que os terminais são classificados em quatro tipos, cada um com características específicas. Mas o EXTRA constatou que 20 deles não atendem pelo menos a um dos critérios técnicos e estrutura mínima de seu tipo. Todos deveriam ter banheiro para rodoviários ou convênio com comércio para uso do sanitário. Mas seis não têm, como o de Irajá. Lá, como em 12 terminais, abrigos e assentos são insuficientes.
Sem lugar para sentar
Cerca de metade dos terminais (14 dos 25) é classificada como do tipo 1 e 2 e fica em via pública. O tipo 1 é o terminal que compartilha a via com outros veículos, e o 2 fica em área exclusiva. Mesmo assim, precisam ter acessibilidade, cobertura, assentos, banheiro para rodoviários e informação sobre as linhas.
Terminal Terreirão, no Recreio, faltam abrigos e a acessibilidade é zero
Terminal Terreirão, no Recreio, faltam abrigos e a acessibilidade é zero Foto: Fábio Guimarães / Extra
No Terminal do Terreirão, no Recreio, do tipo 1, os abrigos para nove linhas têm assentos suficientes para apenas 16 pessoas, que não encheriam nem um ônibus. Em Santa Cruz, o Terminal Álvaro Alberto, do mesmo tipo, não tem banheiro, e os abrigos cobertos e assentos também são insuficientes. Em Curicica, além disso, enormes lixeiras na calçada são obstáculos a usuários.
A Lei Orgânica do Município prevê que os terminais “devem propiciar conforto, proteção e segurança”. A Secretaria municipal de Transporte diz que a fiscalização é permanente e, até 2014, considerável parte das exigências não vinha sendo totalmente cumprida. Segundo o órgão, os consórcios foram notificados e o atendimento às obrigações saltou de 38% para 77%. Já o Rio Ônibus informou que nos últimos dois meses investiu R$ 2 milhões nos terminais.
Principais problemas e o que dizem SMTR e Rio Ônibus
Serrinha, em Campo Grande - Funciona na rua, sem banheiros.
Segundo a secretaria é terminal de classificação Tipo 1, possui cobertura e sinalização.
Rio ônibus diz que já estão instaladas a cobertura, assento e informações trilíngues e, por se tratar de um ponto final do tipo 1, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros.
Terminal de Campo Grande - O principal terminal do bairro tem boas instalações e rampas de acessos, mas uma delas estava obstruída pela cabine e despachante da Viação Jabour.
SMTR infomou que o terminal de classificação Tipo 4 possui piso tátil (para deficientes visuais), terminais de autoatendimento para Bilhete Único, câmeras de segurança, banheiros masculino e feminino para os auxiliares de transportes, para o público em geral e para portadores de necessidades especiais, acessibilidade, integração com o BRT e bicicletário e assentos.
Enviou foto para mostrar que, diferentemente do que foi informado pela reportagem, a cabine mencionada não obstruia rampa de acessibilidade. Porém a imagem mostra um despachante trabalhando no local .
empresa será avisada para revolver o problema de obstrução da rampa, segundo o Rio ônibus
Terminal Deputado Souza Marques, em Cascadura - Instalações precárias, há poucas paradas com abrigo e bancos que atendem uma minoria dos usuário e as instalações elétricas são cheias de gambiarras
Secretaria diz que possui rampa de acessibilidade, piso tátil (para deficientes visuais), cobertura, banco, sinalização e sanitários.
O EXTRA não encontrou piso tátil e e constatou que coberturas e bancos são insuficientes .
O Rio ônibus diz que terminal tem a estrutura necessária para o número de linhas atendidas, assentos, coberturas e informações trilíngues. A questão das instalações elétricas será avaliada.
Terminal da Ribeira, na Ilha do Governador - Insstalações precárias. Falta cobertura , assentos e pouca acessibilidade. Os banheiros existentes ficam trancados a cadeado e só os rodoviários têm acesso
Secretaria diz que terminal tem placas de sinalização, sanitários, cobertura no ponto, rampa de acessibilidade.
O EXTRA constatou que há duas baias sem cobertua ou assentos e uma rampa para cadeirante está obstruída por pedregulho e buraco. Outra tem desnível e acumula [agua da chuva.
Segundo o Rio ônibus, "o terminal possui uma marquise que atende a maioria dos pontos e foi solicitada a colocação de mais um abrigo para a área que ainda não é coberta. Como é um terminal do Tipo 2, os banheiros são para uso dos motoristas.
Terminal da Pavuna - É outro que funciona no meio da rua, sem condições de atender com o mínimo de conforto passageiros e rodoviários.
SMTR informou que o terminal tem cobertura, cabine, porém, não atende ainda aos critérios de exigência para a acessibilidade. O consórcio responsável foi notificado a cumprir a regra.
Rio ônibus diz se tratar de "terminal do Tipo 1, ou seja, pontos finais localizados na rua. Já estão instaladas a cobertura, assento e informações trilíngues. funciona na rua, sem cobertura, assentos ou banheiros. Por se tratar de um ponto final do tipo 1, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros.
O EXTRA constatou que há cobertura, mas não possui assentos.
Terminal Daniel Barata, na Penha - funciona embaixo do viaduto, sem cobertura para usuários
Segundo a secretaria funciona sim embaixo do viaduto, "sobretudo, a parte administrativa e os banheiros". Embarque e desembarque de passageiros, no entanto, é feito pelo passeio público. Segundo o órgão possui sanitários (masculino e feminino para os auxiliares de transportes e para portadores de necessidades especiais - em atendimento à norma ABNT); Abrigo com assento, acessibilidade; sistema de monitoramento por câmera; sinalização com informações sobre o conjunto de linhas atendidas no local, com divulgação das linhas de serviços, informação de telefone e endereços eletrônicos de serviços de transportes e do número de atendimento ao cidadão da Prefeitura, o 1746
Segundo o Rio ônibus "o terminal foi reduzido pelas obras da Transcarioca, porém trata-se de um conjunto de pontos finais. No local já estão instaladas a cobertura, assento e informações trilíngues. funciona na rua, sem cobertura, assentos ou banheiros. Por se tratar de um ponto final do tipo 2, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros."
Terminal de Irajá (Enock Anselmo dos Santos) - É outro que funciona no meio da rua, sem condições de atender com o mínimo de conforto passageiros e rodoviários.
Secretaria informou que possui Possui abrigo com assento, sinalização com informações sobre o conjunto de linhas atendidas no local, com divulgação das linhas de serviços, informação de telefone e endereços eletrônicos de serviços de transportes e do número de atendimento ao cidadão da Prefeitura, o 1746
Rio Ônibus diz que já estão instaladas a cobertura, assento e informações trilíngues. Por se tratar de um ponto final do tipo 1, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros.
O EXTRA constatou que não há abrigos e assentos suficientes ou banheiro para rodoviários
Terminal Américo Ayres, Méier - É o do subúrbio em melhores condições. Há assento e cobertura, boa acessibilidade. Lá a única queixa de usuários e rodoviários é com a falta de segurança.
A SMTR confirmou que há abrigo com cobertura, terminal de atendimento para Bilhete Único, sanitários, acessibilidade, piso tátil, sinalização, banheiro para portadores de necessidades especiais, redutor de velocidade nas vias de passagem para a segurança de pedestres (traffic calm)
Segundo o Rio Ônibus, será solicitado um reforço para as autoridades de segurança.
Terminal Arquiteto Paciello, Méier - As instalações são precárias e falta segurança são as principais queixas dos usuários.
Segundo a SMTR, há abrigo com banco, piso tátil (para deficientes visuais), placa recém-instalada (e já vandalizada) com informações das linhas de serviços, informação de telefone e endereços eletrônicos de serviços de transportes e do número de atendimento ao cidadão da Prefeitura, o 1746.
O Rio ônibus diz que "terminal foi adaptado com obras de acessibilidade e por tratar-se do Tipo 3 possui abrigos e assentos para todas as linhas, banheiros para rodoviários, além de possuir uma sede da Guarda Municipal."
Terminal de Santa Cruz (Álvaro Alberto) - Mais um que funciona no meio da rua, sem condições de atender com o mínimo de conforto passageiros e rodoviários.
Secretaria diz que é terminal de classificação Tipo 1 (Conjunto de pontos finais em via compartilhada com outros veículos ou em logradouro público destinado a parada e ponto regulador de linhas de ônibus), com sinalização, rampa de acesso, abrigo com banco, piso tátil (para deficientes visuais).
Rio ônibus disse se tratar de um terminal do Tipo 1, ou seja, pontos finais localizados na rua e já estão instalados abrigos com coberturas, assento e informações trilíngues. Por se tratar de um ponto final do tipo 1, a infraestrutura não requer banheiros para passageiros.
O EXTRA não encontrou banheiros nem para para rodoviários. Cobertura e assentos são em número insuficientes.
Terminal Procópio Ferreira, na Central - Há queixas de sujeira, insegurança, pouca acessibilidade e banheiros que não funcionam 24h.
A secretaria diz que o terminal mencionado fica ao lado do prédio onde funciona a Secretaria de Segurança Pública do Estado, órgão competente a falar sobre questão de segurança pública.
Segundo o Rio Ônibus foram feitas obras de adaptação para acessibilidade e eliminação de barreiras físicas. "A Polícia Militar faz rondas constantes e as outras questões serão revistas pelo consórcio", garantiu.
Terminal Padre Henrique Otte, no Santo Cristo - Principal queixa é a falta de assentos para garantir conforto aos usuários e pouca acessibilidade
SMTR diz que terminal tem acessibilidade, piso tátil (para deficientes visuais) e não mencionou assentos .
O consórcio vai verificar as questões citadas, diz o Rio ônibus.
Terminal de Madureira - Foi reformado há pouco tempo e está em boas condições.
Não foi reformado, segundo a secretaria, e sim construído para atender aos passageiros que fazem integração com o sistema BRT. "Possuiu sanitários, sinalização, monitor LED, rampas de acessibilidade, terminal de autoatendimento para Bilhete Único" informou.
Terminal Rodoviário Arquiteto Julius Sass (Gardênia Azul)) - Possui três abrigos com assentos, sendo que o local atende seis linhas. usuários reclamam da acessibilidade
SMTR diz que de acordo com as normas, possui abrigo, sinalização e rampa de acessibilidade. Segundo o órgão não é obrigatório ter um abrigo por linha de ônibus e os abrigos são de uso compartilhado.
Rio ônibus informou que assim como ocorreu com o terminal Nossa Senhora do Amparo, em Cascadura, as linhas foram seccionadas devido ao Transcarioca e apenas as linhas que estão nos pontos estão operando. A atualização foi feita há dois meses. Segundo o Rio Ônibus, a Prefeitura é responsável pelo arruamento, "assim como em toda a cidade."
Terminal Freguesia - Atende uma única linha de ônibus. Tem sanitário público, mas não possui abrigo ou assentos para passageiros.
Segundo a secretaria, este não faz parte dos terminais concedidos na licitação, portanto não são objeto de termo de referência. O terminal é gerenciado pela SMTR e a secretaria vai encaminhar uma equipe de fiscalização ao local e verificar se há condições para instalação do abrigo com assento (ou similares).
Terminal Curicica - Tem cinco abrigos com assentos, mas atende oito linhas. Não possui banheiro nem para os rodoviários ou acessibilidade e é muito sujo
Secretaria diz que, de acordo com as normas, quando não há banheiro em terminais do tipo 1 é permitido ao concessionário fazer um convênio com o comércio local para viabilizar a utilização dos sanitários. Quanto aos abrigos, são de uso compartilhado.
Rio ônibus respondeu que "devido à operação com mesma empresa e baixa frequência, algumas linhas dividem mesmo abrigo. Não necessariamente existe um abrigo por linha. Possui banheiro para os rodoviários junto ao ponto B3. Quanto à sujeira já foi solicitado a Seconserva."
Terminal Terreirão (Recreio) - Local atende a nove linhas, mas só tem quatro abrigos com cobertura e assentos e nenhuma acessibilidade. Há três banheiros químicos instalados pelas empresas para uso dos rodoviários.
SMTR responde que "não é obrigatório ter um abrigo por linha de ônibus, os abrigos são de uso compartilhado. O local possui abrigo e assento. A falta de acessibilidade está ligada ao fato de o local não ser totalmente urbanizado. Vale ressaltar que a SMTR não realiza obras de quaisquer tipos, incluindo urbanização."
O Rio ônibus informou que "devido à operação com mesma empresa e baixa frequência, algumas linhas dividem mesmo abrigo. Não necessariamente existe um abrigo por linha. Terminal do tipo 1, a Prefeitura é responsável pelo arruamento, assim como em toda a cidade."
Terminal Alvorada (Barra da Tijuca) - Foi modernizado e oferece conforto aos usuários. Pontos fracos: não possui assentos nem para idosos e é dos mais caros entre os que cobram pela utilização do banheiro (R$ 2)
Uma equipe de fiscalização será encaminhada ao local para verificar a reclamação sobre os assentos e solicitar as providências necessárias, informou a secretaria.
Rio ônibus diz que assentos estão em estudo para serem implantados.
Terminal da Joatinga (Barra da Tijuca) - Funciona de forma improvisada na Rua João de Farias, desde que o viaduto do Joá, embaixo do qual os ônibus paravam, entrou em obras, segundo usuários e rodoviários.
Terminal desativado, segundo a secretaria e o que funciona na Rua João de Farias é um ponto final.
Terminal Jamil Amidem (na Avenida Chile, no Centro) - Pouca acessibilidade e apenas um banheiro químico, para uso dos rodoviários.
No local, há rampa de acessibilidade, gantiu a secretaria. Em caso de terminal do tipo 1, diz o órgão, a norma prevê banheiro apenas para os rodoviários; eles podem ser de alvenaria, químico ou, na impossibilidade de instalar banheiros de alvenaria ou químico, é permitido ao concessionário fazer um convênio com o comércio local para viabilizar a utilização dos sanitários pelos rodoviários.
Terminal da Gávea (PUC) - Tem boas instalações para um terminal que funciona na rua. Ponto fraco: apenas um banheiro químico
Secretaria diz que local possui banheiros, além de abrigo e sinalização.
Segundo o Rio ônibus há também um banheiro de alvenaria instalado próximo ao ponto B3 com ótimas instalações
Terminal do Cosme Velho (Cosme Velho) - Possui boas instalações.
A fiscalização é permanente e continuará a ser feita para garantir que as instalações continuem dentro do padrão, garante a SMTR.
Terminal Carlos Manes Bandeira (Usina) - Possui boas instalações, com acessibilidade. Ponto fraco: ausência de placas com informações sobre as linhas que param no local.
Secretaria garante que há placas e mandou inclusive fotos, mas quando o EXTRA esteve no local, não as encontrou.
O Rio ônibus também informou que "a sinalização trilíngue já foi instalada."


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/maioria-dos-terminais-de-onibus-do-rio-nao-obedece-todos-os-criterios-tecnicos-de-estrutura-minima-de-conforto-15749913.html#ixzz3WXrhnsru

Com suspeita de envolvimento em propina, Marcopolo tem ações em queda

Fonte: Blog Ponto de Ônibus


ônibus
Ônibus da Marcopolo. Empresa é suspeita de pagar propina para se livrar de multa e teve o nome citado na Operação Zelotes

Suspeita de envolvimento da Marcopolo em esquema de propina derruba ações da empresa
Segundo indícios da Polícia Federal, empresa pagou R$ 1 milhão para se livrar de multa de R$ 200 milhões
ADAMO BAZANI – CBN
A encarroçadora de ônibus Marcopolo não terminou bem a semana. As ações da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo tiveram queda nesta quinta-feira, último dia de pregão antes do feriado, de 4%.
O principal motivo foi a revelação feita pelo jornal O Estado de São Paulo de que a fabricante de carroceria de ônibus com sede em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, teria pago propina de R$ 1 milhão para se livrar de uma multa de R$ 200 milhões que era julgada no Carf – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
A encarroçadora foi citada na Operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de propina que teria lesado a Receita Federal.
Segundo levantou a reportagem, um dos conselheiros, que é investigado, mandou e-mail para o chefe de Coordenação e Pesquisa da Receita Federal, Gerson Schaan, falando sobre o suposto acerto de R$ 1 milhão.
“Os acórdãos em anexo (da empresa Marcopolo) foram ‘negociados’ com as pessoas daquele esquema que já conversamos… houve pagamento de R$ 1 milhão” – diz parte do e-mail.
Contando com diversas empresas que também teriam participado do suposto esquema, os conselheiros do Carf movimentaram R$ 55,7 milhões em 93 transações consideradas atípicas pelo Conselho de Atividades Financeiras – Coaf e, de acordo com a Polícia Federal, os danos à Receita Federal foram de R$ 19 bilhões em sonegações.
Procurada pelo Blog Ponto de Ônibus, a Marcopolo ficou de enviar nesta quinta-feira desde a manhã uma resposta, mas a redação não recebeu nenhum posicionamento da empresa.
O Blog esperou durante o dia todo a manifestação da empresa antes de divulgar a nota.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Expresso Pégaso reforça frota da 790

A Expresso Pégaso reforça a frota da linha 790 Campo Grande - Cascadura (Via Vila Kennedy) com os carros ex-Transcarioca com uma roleta e sem banco de cobrador. Mas contando com carros efetivos das linhas 771, 366.

Ministério Público Estadual pede suspensão de ônibus gratuito em Maricá










Um dos ‘responsáveis’ por tornar inconstitucional a Lei Municipal que permitia a instalação do ‘Porto de Jaconé’, o advogado Manuel Ramos Moura, fez uma ação popular e enviou para o Ministério Público Estadual (MP-RJ), que deu parecer favorável e já encaminhou para a Comarca de Maricá, para que as atividades da Empresa Pública de Transportes (EPT), criada no final do ano passado e que substitui a MTP (Maricá Transportes Público), sejam suspensas e que deixe de transportar os moradores da cidade sem cobrar passagem.
O advogado informou na ação que encontrou diversas irregularidades nas contratações e no funcionamento da autarquia municipal responsável pela Empresa Pública de Transporte.
A prefeitura de Maricá criou a autarquia através da Lei Complementar nº 244 de 11 de setembro de 2014, alegando atender a “interesse público excepcional”, mas segundo o promotor de Justiça Leonardo Cuña de Souza, “o chefe do executivo municipal na verdade planeja a prestação direita e gratuita do serviço de transporte coletivo há tanto tempo, que falar de excepcionalidade gerada por circunstâncias temporárias beira a ficção cientifica”.
Com parecer favorável às demandas da ação popular, pede então a liminar para suspender todas as portarias, atos administrativos que importem na contratação temporária ou direta de profissionais para exercícios de funções dentro da EPT, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por dia de descumprimento, e que sejam condenados pessoalmente o prefeito municipal e o diretor presidente da EPT ao pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil caso não cumpram as obrigações. O juiz de direito da Comarca de Maricá poderá deferir o pedido nos próximos 15 dias.
Com informações: Jornal Barão de Inohan E Maricá Info


Acesse o Artigo Original: http://correiodacidadeonline.com.br/ministerio-publico-estadual-pede-suspensao-de-onibus-gratuito-em-marica/#ixzz3VlbwW200