MOVE BRT é responsável por pequena elevação de pessoas no transporte público

Fonte: Blog Ponto de Ônibus


Move BRT
Ônibus do sistema de corredores BRT Move. Segundo BHTrans, aumento no número de passageiros foi pequeno, mas ciclo de queda foi revertido.
BRT de Belo Horizonte é responsável por pequena elevação no número de passageiros nos transportes públicos
Ciclo de queda de quatro anos consecutivos foi interrompido
ADAMO BAZANI
Com agências
Após um ano de operação, o BRT Move, sistema de corredores e estações de ônibus em Belo Horizonte, foi responsável por aumentar em 0,8% o total de passageiros neste tipo de transporte público na capital mineira. Segundo dados da BHTrans – Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte, antes de o BRT começar a operar, em março de 2014, o número de passageiros nos ônibus era de 441 milhões por ano. Passados doze meses de funcionamento, este total subiu para 445 milhões.
Mesmo a diferença sendo pequena, a BHTrans diz comemorar já que foi revertido um ciclo de queda intensificado em 2011. A até 2013 foi de 75 milhões de registros de viagens individuais.
Os dados mostram que vale a penaINVESTIR em transporte público mais rápido e moderno, o que é garantido por um sistema de BRT, para que as pessoas deixem o carro em casa, um dos grandes desafios das médias e grandes cidades em todo o mundo.
No entanto, as formas deINVESTIMENTOS ainda recebem críticas da população e de especialistas do setor de transportes. Há ainda falhas no Move BRT como a qualidade das estações e a necessidade de mais espaços segregados para os ônibus.
A expansão do BRT em Belo Horizonte também tem sido lenta, abaixo das necessidades da população.  O motivo principal é a falta de verbas.
A previsão é de que até 2020, a capital mineira tenha 160 quilômetros de corredores de ônibus. Até agora, no entanto, foram inaugurados 23 quilômetros.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Ônibus híbridos podem deixar de circular em Curitiba

Fonte: Blog Ponto de Ônibus


Hibribus
Ônibus elétrico híbrido em Curitiba. Prefeitura estuda retirar veículos de circulação para seguir determinação do TCE-PR reduzindo itens da planilha de cálculo das tarifas.
Híbridos em Curitiba podem deixar de circular
Segundo prefeito Gustavo Fruet, motivo é determinação do TCE-PR para excluir das planilhas da tarifa custo com nova tecnologia. Fundo Assistencial e gratuidades também são polêmicas
ADAMO BAZANI
Considerados evolução no transporte coletivo para reduzir as emissões de poluição e ruído, os ônibus elétricos híbrido em Curitiba, no Paraná, podem ser retirados de circulação.
O motivo, segundo o prefeito Gustavo Fruet, são as determinações do TCE/PR – Tribunal de Contas do Estado do Paraná, para reduzir itens das planilhas que compõem as tarifas de ônibus.
Entras determinações está a retirada dos custos de operação do Hibribus.
“O TC determina a retirada do custo da tarifa o híbrido, que é uma nova tecnologia que tem um custo na tarifa. As empresas alegam que não podem manter sem essa receita. Portanto, a consequência poderá ser a retirada de circulação” – disse Fruet ao jornal Gazeta do Povo.
Os ônibus híbridos possuem dois motores, um elétrico e outro a combustão. Feitos pela Volvo, os veículos podem reduzir as emissões entre 50% e 90% em comparação comum ônibus movido somente a diesel, dependendo do tipo de poluentes.
O TCE-PR, no entanto, diz que não determinou o fim de circulação dos ônibus híbridos e sim a retirada da planilha do custo maior de operação alegado pelas empresas.
“O valor referente a esseINVESTIMENTO e ao risco dessa operação deve ser excluído da planilha de cálculo da tarifa, por se tratar de custo a ser suportado pelo empreendedor, não sendo justo seu repasse ao usuário final”. – explica o órgão em nota
Outro ponto que, na visão de Fruet pode trazer imbróglio nos transportes da capital paranaense é a retirada dos custos da tarifa do fundo assistencial para os trabalhadores do setor.
“A decisão do Tribunal de Contas, que nós vamos respeitar, determina a retirada do fundo assistencial. Este fundo foi criado em um acordo coletivo homologado pela Justiça do Trabalho [com motoristas e cobradores], haverá reação”
Fruet também disse que algumas gratuidades podem ser extintas.
Segundo ele, o TCE determinou a revisão de gratuidades para categorias sem amparo constitucional.
“O Tribunal de Contas não determina que as pessoas [atualmente com direito à gratuidade] passem a pagar. Mas ele determina a revisão daqueles que não têm amparo constitucional. Então nós vamos comunicar os oficiais de justiça, os policiais militares, aos carteiros que a partir de agora, provavelmente, por essa decisão, eles terão que pagar o ônibus. […] Tudo tem custo.” – disse o prefeito.
O TCE alega que não determinou o fim de nenhuma gratuidade:
“Em momento algum, essa corte de contas determinou a revogação das gratuidades oferecidas a idosos, pessoas com deficiência, trabalhadores do transporte e estudantes, mas, tão somente, a revisão, quanto à fonte de custeio, daquelas gratuidades que não possuem amparo constitucional, como é o caso dos trabalhadores do correio e oficiais de justiça” – diz a nota.
Segundo a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., empresa da prefeitura responsável pelo gerenciamento do sistema, as gratuidades representam custo de 13,99% nas tarifas.
Já o custo e os riscos de operação do Hibribus na tarifa técnica são de R$ 0,053 – 0,18% dos R$ 3,18 repassados por passageiro pagante.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Volksbus são os escolhidos para o transporte no litoral de São Paulo

A Apta Caminhões e Ônibus, concessionária da MAN Latin America, acaba de entregar mais dez ônibus Volkswagen 17.230 para o Grupo Translitoral, responsável pelo transporte coletivo nas cidades de Bertioga e Guarujá. Ao todo, 32 Volksbus fazem parte do pacote de renovação de frota da região, que passa a ser beneficiada com conforto e segurança na operação.  
Desenvolvido para as severas operações do transporte urbano e também como excelente solução ao serviço de fretamento, o veículo alia a tecnologia de um motor MAN D08 EGR (que dispensa o uso do Arla 32), aplicado com sucesso em diversos lugares no mundo, à robustez e  confiabilidade já reconhecidos do modelo.
O Volksbus ainda incorpora embreagem de 395 mm de diâmetro, e caixa de transmissão ZF 6S 1010 BO de seis velocidades com servoassistência e troca de marchas acionada por cabos, o que garante maior conforto e durabilidade de todo o conjunto. O modelo é oferecido também na versão V-Tronic, com a caixa de transmissão automatizada. Através da ferramenta de diagnóstico e parametrização, VCO e COM, é possível configurar algumas funções do motor, o que assegura a otimização da operação para cada tipo de aplicação.
“Temos uma rede de concessionárias capacitada, que oferece aos clientes sempre o melhor atendimento. A escolha dos Volksbus só confirma a seriedade de nosso trabalho na busca de uma mobilidade mais inteligente e que garanta o melhor custo-benefício ao mercado”, confirma RicardoAlouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da MAN Latin America.

Mercedes-Benz garante por um ano os empregos em Juiz de Fora

Os cerca de 800 postos de trabalho na unidade da Mercedes-Benz em Juiz de Fora, na Zona da Mata, estão assegurados pela montadora por, pelo menos, um ano. Em acordo firmado com o sindicato dos metalúrgicos da cidade, a empresa garantiu os níveis de emprego até junho do ano que vem, além do pagamento de R$ 5 mil referentes a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Também ficou definida a abertura de uma nova turma de lay-off ainda neste exercício e outra em 2016.
As informações foram confirmadas pelo sindicato e pela própria companhia. Na avaliação do diretor da entidade, Antônio Carlos Nascimento Souza, a garantia de emprego beneficia a categoria mediante o cenário econômico adverso e a estimativa de produção inferior a 7 mil unidades neste ano.
"Trata-se de uma grande conquista, principalmente diante do atual cenário. Já vínhamos negociando em nome da categoria com a empresa há mais de dois meses e agora tivemos uma definição", diz. No fim do mês passado, os operários já tinham aceitado as propostas, mas mantinham a exigência de manutenção dos empregos na unidade, que foi aceita pela Mercedes na última quinta-feira.
Conforme informações da assessoria de imprensa da montadora, os R$ 5 mil referentes ao PLR serão pagos em duas parcelas: R$ 3 mil em 20 de agosto e R$ 2 mil, em 20 de fevereiro de 2016. Já em relação à abertura de duas novas turmas de lay-off, a assessoria confirmou que a primeira ocorrerá entre julho e novembro deste ano, envolvendo 75 funcionários. Já a segunda, de dezembro a abril, em número ainda não confirmado.
De maneira geral, as montadoras instaladas em Minas Gerais têm amargado resultados negativos neste ano, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Somente as vendas de caminhões da Mercedes-Benz caíram 43,6% nos primeiros cinco meses deste ano contra igual período de 2014. Foram comercializadas 7.848 unidades, ante 13.936 veículos no exercício passado.
Em maio, as vendas da companhia cresceram 2% em relação ao mês imediatamente anterior, passando de 1.629 unidades para 1.662 veículos. Por outro lado, na comparação com o mesmo intervalo de 2014, quando foram 3.355 emplacamentos, houve retração de 50,4%.
Na planta em Juiz de Fora são produzidos os modelos Accelo e Actros. A unidade pode produzir até 50 mil caminhões anualmente e conta com cerca de 750 funcionários.

Câmara Metropolitana do Rio quer tarifa única em diferentes cidades

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus
Ônibus na região metropolitana do Rio de Janeiro. Órgão que reúne prefeitos quer tarifa única para cidades diferentes.
Câmara Metropolitana do Rio quer tarifa única entre cidades
Secretaria estadual concorda com possibilidade
ADAMO BAZANI – CBN
Diferentes municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro podem ter tarifa única de transportes, seja por trens, metrô, barcas ou ônibus.
Este deve ser um dos objetivos da Câmara Metropolitana de Integração Governamental logo que for criada formalmente a Agência Metropolitana que deve reunir os prefeitos da região. Os moldes são parecidos com o Consórcio Intermunicipal do ABC, na Grande São Paulo, que já desenvolveu planos de mobilidade para as cidades interligadas e conseguiu verbas da União para as intervenções.
O debate foi levado a público durante o Fórum Metropolitano da Sustentabilidade, coordenado pela FGV – Projetos pelo diretor executivo da câmara, Vicente Loureiro.
A proposta, que não tem data para ser colocada em prática e depende de estudos, é vista positivamente pela secretaria estadual de transportes do Rio de Janeiro.
O coordenador do Plano Diretor de Transportes Urbanos da secretaria de estado, Newton Leão, disse no evento que a tarifa única trata-se de uma forma de tratar de maneira igual todos os cidadãos da região metropolitana.
A proposta também abrange a criação de um bilhete único metropolitano.
Atualmente, com subsídio do governo estadual, é possível fazer uma viagem municipal e uma metropolitana por R$ 5,90 num período de três horas por sentido.
Na cidade do Rio de Janeiro, é possível usar dois ônibus num período de duas horas e meia por sentido, pagando uma tarifa de R$ 3,40.
A região metropolitana do Rio de Janeiro reúne 21 cidades com 12,3 milhões de habitantes.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Mais linhas da Pluma são transferidas para outras empresas

Fonte: Blog Ponto de Ônibus


Pluma transfere linhas
Ônibus da Pluma. Empresa praticamente encerra ciclo de operações com mais transferências de linhas. Foto: Adamo Bazani
Mais linhas da Pluma são transferidas para outras empresas
Companhia de ônibus enfrenta dificuldades. Em procedimentos anteriores, mais serviços deixaram de ser prestados pela Pluma uma das mais tradicionais do País
ADAMO BAZANI – CBN
Uma das mais tradicionais empresas de ônibus rodoviários do País, a Pluma Conforto e Turismo, do Paraná, que atua desde 10 de fevereiro de 1966, mas teve suas origens com a Transportadora Galiotto, em 1954, é outra que enfrenta dificuldades e vai perdendo serviços.
Nesta segunda-feira, dia 22 de junho de 2015, a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, publicou no Diário Oficial da União, a transferência de mais linhas importantes da Pluma para outras empresas  como Auto Viação Catarinense Ltda e JBL Turismo Ltda.
Foram duas resoluções autorizando as transferências: 4.761 e 4.762, incluindo linhas internacionais como Curitiba (PR) – Asuncion (PY) e Criciúma (SC) – Asuncion (PY). Confira:
RESOLUÇÃO Nº 4.761, DE 18 DE JUNHO DE 2015 Art. 1º Autorizar o pedido de transferência dos serviços Rio de Janeiro (RJ) – Buenos Aires (RA), via Foz do Iguaçu (PR), prefixo nº 10-0306-00, Rio de Janeiro (RJ) – Santiago (CL), prefixo nº 10- 0711-00, São Paulo (SP) – Buenos Aires (RA), via Porto Alegre (RS), prefixo nº 10-0839-00, Uruguaiana (RS) – São Paulo (SP), prefixo nº 10-0839-03, e Balneário Camboriú (SC) – Buenos Aires (RA), prefixo nº 10-1330-00, operados no regime de Autorização Especial, da Pluma Conforto e Turismo S.A. para JBL Turismo Ltda. – ME. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. JORGE BASTOS
RESOLUÇÃO Nº 4.762, DE 18 DE JUNHO DE 2015 Autoriza a transferência de serviços da empresa Pluma Conforto e Turismo S.A. para a empresa Auto Viação Catarinense Ltda. A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, no uso de suas atribuições, em conformidade com o disposto nas Resoluções nº 2.868, de 4 de setembro de 2008, e nº 3.076, de 26 de março de 2009, fundamentada no Voto DAL – 192, de 18 de junho de 2015, e no que consta do Processo nº 50500.086236/2015-57, resolve: Art. 1º Autorizar o pedido de transferência dos serviços Curitiba (PR) – Porto Alegre (RS), via BR-101, prefixo nº 09-0061-00, Curitiba (PR) – Santa Maria (RS), via U. da Vitória, prefixo nº 09-0149-00, Curitiba (PR) – Santa Maria (RS), via Lages (SC), prefixo nº 09-0889-00, Curitiba (PR) – Criciúma (SC), prefixo nº 09-0956-00, Curitiba (PR) – Asuncion (PY), prefixo nº 09-1025-00, Curitiba (PR) – Ijuí (RS), prefixo nº 09-1044-00, Paranaguá (PR) – Asuncion (PY), prefixo nº 09-1329-00, Porto Alegre (RS) – Joinville (SC), prefixo nº 10-0977-00, Porto Alegre (RS) – Balneário Camboriú (SC), prefixo nº 10-1321-00, Criciúma (SC) – São Paulo (SP), prefixo nº 16-0656-00, Joinville (SC) – Ijuí (RS), via Barracão, prefixo nº 16-1044- 01, Araranguá (SC) – São Paulo (SP), prefixo nº 16-1332-00, Araranguá (SC) – São Paulo (SP), prefixo nº 16-1332-01, Araranguá (SC) – Campinas (SP), prefixo nº 16-1332-02, Florianópolis (SC) – Foz do Iguaçu (PR), prefixo nº 16-1333-00, Criciúma (SC) – Asuncion (PY), prefixo nº 16-1334-00, operados no regime de Autorização Especial, da empresa Pluma Conforto e Turismo S.A. para empresa Auto Viação Catarinense Ltda. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. JORGE BASTOS Diretor-Geral
Anteriormente, algumas linhas da Pluma foram transferidos para a Expresso Nordeste, que atua no segmento rodoviário regular a partir do Sul do País também.
Movimento semelhante, mas não igual, ocorreu com a Viação Itapemirim. A empresa fundada por Camilo Cola, no Espírito Santo, transferiu por negociação financeira, 68 linhas para a Kaissara, marca da Viação Caiçara, que já era parceira operacional da Itapemirim, antes da transação.
A diferença é que a Pluma transferiu as linhas para outras empresas com quadro societário já difundido claramente ao mercado e com mais tempo de atuação em linhas com características interestaduais de média ou longa distância.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Brasil tem de aumentar em oito vezes investimentos em mobilidade, diz BNDES

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

ônibus
Ônibus urbano. Estudo do BNDES aponta que Brasil precisa aumentar em oito vezes osINVESTIMENTOS em mobilidade urbana e que o déficit na malha de corredores de ônibus, trens e metrô é de 1.633 quilômetros. Foto: Adamo Bazani.
INVESTIMENTOSem transportes precisam crescer oito vez para os serviços terem qualidade, diz BNDES
Estudo fez uma análise das quinze maiores regiões metropolitanas do País. Para daqui a doze anos a situação ser ideal, seriam necessários R$ 234,8 bilhões
ADAMO BAZANI – CBN
O Brasil investe mal e pouco em mobilidade urbana para garantir qualidade de vida para os cidadãos. O que se constata na prática todos os dias em ônibus lotados e trens e metrôs insuficientes, o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social traduziu em números apontando o déficit da malha de transportes públicos e quanto em recursos seria necessárioINVESTIR.
E os valores não são nada baixos: para que em 2027, ou seja, daqui a doze anos, as cidades das quinze regiões metropolitanas mais populosas do Brasil tenham sistemas de mobilidade urbana com qualidade seriam necessáriosINVESTIMENTOS de R$ 234,8 bilhões neste período. O número é oito vezes maior que as médias atuais de investimentos.
Hoje os recursos aplicados em mobilidade urbana pelas diversas instâncias de governo, sejam municipais, estaduais e federal, equivalem a 0,05% do PIB – Produto Interno Bruto. Esta é a média apurada pelo BNDES de 1995 a 2013. Países da Europa e da Ásia investem anualmente de 0,5% a 1% do PIB para os transportes urbanos.
O estudo do BNDES chegou a este valor levando em consideração dados como tamanho da população, tipo de meio de transporte mais adequado, perspectivas de crescimento no número de habitantes e de viagens e os sistemas de transportes já em implantação.
DÉFICIT NA MALHA:
O Brasil tem um déficit de 1 mil 633 quilômetros de malhas de transporte público considerando corredores de ônibus (comuns ou BRTs de alta velocidade), trens suburbanos e metrô.
Para que esta quantidade de rede seja criada, os R$ 234,8 bilhões devem começar a ser aplicados gradativamente desde agora. Para isso, no Brasil, oINVESTIMENTO médio anual em transportes coletivos que é de 0,05% do PIB deveria saltar para uma média de 0,4% ao ano.
Para se ter uma ideia, somente a região metropolitana de São Paulo necessitaria de R$ 83,5 bilhões, sendo que deste valor, R$ 56 bilhões seriam para construir 93 quilômetros de metrô, com linhas que vão além dos limites da capital paulista.
Mas o ritmo das obras vai muito aquém das necessidades. Nos últimos 20 anos, o Governo do Estado de São Paulo aplicou R$ 30 bilhões para a expansão do Metrô que tem 80,2 quilômetros de rede e 67 quilômetros em construção ou projeto.
O restante do valor, quase R$ 30 bilhões, seria basicamente para corredores de ônibus que estão também em ritmo lento. Há necessidade de mais corredores de ônibus de alta demanda metropolitanos. Os municipais também estão em falta. Na cidade de São Paulo, apenas 38 quilômetros foram entregues e 60 quilômetros estão em obras na atual gestão. Os números são bem inferiores aos 150 quilômetros de corredores de ônibus prometidos durante a campanha eleitoral pelo prefeito Fernando Haddad. A cidade de São Paulo enfrenta problemas de recursos, ainda mais agora com o ajuste fiscal do governo federal que atrasa as liberações de recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, e a não aplicação da lei sancionada pela própria presidente Dilma Rousseff que reduziria as dívidas dos Estados e municípios com a União, ampliando a capacidade deINVESTIMENTOS e diminuindo a alta carga de juros já pagos ao governo federal. No caso de São Paulo, pesam também as indisposições políticas entre Fernando Haddad e o conselheiro do TCM –Tribunal de Contas do Município, Edson Simões, que barrou a licitação de 128 quilômetros de corredores de ônibus alegando que a prefeitura tinha erros de projetos e que não apresentou as fontes de recursos para as obras.
O Ministério das Cidades, capitaneado pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, hoje aliado do PT e antes aliado do PSDB, informou que os recursos aplicados pela pasta em mobilidade urbana já somaram R$ 154 bilhões nas duas gestões de Dilma Rousseff e que incentiva estados e municípios a buscarem outras formas deFINANCIAMENTOS. Para bom entendedor: prefeitos e governadores agora devem se virar, inclusive batendo à porta da iniciativa privada.
Apesar de realmente cidades e estados não deverem depender exclusivamente do governo federal, há um contrassenso na postura da União. Com as dívidas que o governo federal não renegocia, estados e municípios não conseguem novos financiamentos e com o atual quadro econômico de recessão, com queda no consumo, contas públicas estouradas, inflação e desemprego, a iniciativa privada reduziu a capacidade deINVESTIMENTO.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes